Febre do Nilo Ocidental tem dois casos confirmados em São Paulo e autoridades reforçam atenção aos sintomas e à prevenção

Veja como ocorre a transmissão, quais sinais exigem atendimento médico e quais medidas ajudam a reduzir o contato com mosquitos infectados

Os diagnósticos foram confirmados por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.

Os diagnósticos foram confirmados por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz. Foto: Fiocruz/Divulgação

A Febre do Nilo Ocidental teve dois casos humanos confirmados em São Paulo em agosto de 2026. A identificação ocorreu após exames laboratoriais e mobilizou a vigilância estadual para esclarecer a origem das infecções e acompanhar a situação nos municípios envolvidos.

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Dois casos foram confirmados em São Paulo

Os pacientes são uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto. O primeiro caso evoluiu para cura após a paciente ter viajado recentemente para a região amazônica.

A segunda paciente permanece internada sob cuidados médicos. As equipes municipais e estaduais ainda investigam o provável local de infecção dos dois casos.

Os diagnósticos foram confirmados por exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz. As ocorrências também foram notificadas ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

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O registro representa a primeira confirmação de casos humanos da doença no estado de São Paulo.

Como a Febre do Nilo Ocidental é transmitida

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um vírus do grupo das arboviroses. O mesmo grupo reúne doenças como dengue, Zika e chikungunya.

Mosquitos participam do ciclo da doença

A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex. Esses insetos podem adquirir o vírus ao picar aves infectadas e depois transmitir o agente a pessoas.

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A infecção humana não costuma ocorrer pelo contato cotidiano com outra pessoa. A Organização Mundial da Saúde também aponta que a maior parte das pessoas infectadas não apresenta sintomas.

Quais são os sintomas da infecção

Cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem algum sintoma. Os quadros geralmente incluem febre, dor de cabeça, mal-estar, dor muscular, náusea e vômito.

Também podem surgir dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos. Os sintomas podem aparecer após um período de incubação que costuma durar de três a 14 dias.

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Sinais neurológicos exigem atendimento rápido

Uma parcela menor dos infectados pode desenvolver uma forma grave. Nesse cenário, o vírus pode atingir o sistema nervoso.

Entre os sinais estão confusão mental, rigidez no pescoço, tremores, convulsões, fraqueza muscular e alterações da consciência. Esses sintomas exigem avaliação médica imediata.

Diagnóstico e tratamento da doença

O diagnóstico depende da avaliação médica e de exames laboratoriais. Entre os métodos utilizados estão testes para identificar anticorpos e exames capazes de detectar o material genético do vírus.

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Atualmente, não existe vacina para uso humano nem antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O tratamento busca controlar os sintomas e oferecer suporte ao paciente.

Em quadros graves, pode ser necessária internação. O atendimento pode incluir hidratação intravenosa, suporte respiratório e cuidados para evitar complicações.

Como prevenir a Febre do Nilo Ocidental

A principal forma de prevenção é reduzir o contato com mosquitos. O Ministério da Saúde recomenda o uso de repelente, telas em portas e janelas e roupas que cubram a maior parte da pele.

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Também é importante evitar locais com água parada e eliminar recipientes que possam servir de criadouro. A proteção merece atenção especial no amanhecer e no entardecer, períodos de maior atividade de alguns mosquitos transmissores.

Com os dois casos confirmados, a investigação epidemiológica continua em São Paulo. A identificação dos locais prováveis de infecção ajuda as equipes de saúde a direcionar a vigilância e as medidas de prevenção.