O total de 7,3 milhões de pedidos de primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) registrados entre janeiro e agosto de 2026 consolida um salto de 216% na busca pela habilitação.
A reformulação da CNH do Brasil, feita pelo governo do Presidente Lula (PT), gerou R$ 8,6 bilhões em economia direta à população ao reduzir em até 80% os custos do processo, que caiu para uma média de R$ 1.256, e garantiu que dois milhões de novos motoristas já conquistem o direito de dirigir nesses primeiros nove meses.
Aceleração da primeira CNH no novo modelo
Trinta por cento de agilidade extra marcam o novo ritmo de formação, permitindo que 4% dos candidatos emitam a carteira em até 30 dias, embora gargalos operacionais ainda façam 40,6% dos alunos ultrapassarem a marca de 180 dias de espera.
Dois milhões e trezentos mil processos antigos parecem poeira perto do volume atual, disparado após o aplicativo “CNH do Brasil” liberar o curso teórico totalmente online e gratuito. Duas horas de treinamento prático passam a ser a exigência mínima regulamentar, permitindo o uso de veículo próprio e a contratação de instrutores autônomos credenciados, opção que já responde por 553 mil etapas concluídas.
Um milhão e setecentos e trinta mil condutores exemplares garantiram a renovação automática e sem custos no Registro Nacional de Condutores Positivos, poupando mais R$ 1,44 bilhão.
Adesão às novas regras pelas regiões do País
Cinquenta e quatro por cento das solicitações concentram-se no Nordeste, região que lidera com folga a corrida pela habilitação, seguida pelo Norte com 31,9% das adesões. Já Sudeste e Sul aparecem do lado oposto, com 5,4% e 3,3% respectivamente. Em contrapartida, essas regiões lideraram a agilidade do programa ao reduzirem o tempo de conclusão do processo em 20,5% e 42,4%.
Um milhão e duzentas e cinquenta mil mulheres impulsionaram essa virada ao solicitarem a primeira CNH no período, registrando uma alta de 18% no público feminino, frente aos 1.056.960 no último ano.
Debates sobre segurança e papel das autoescolas
Setenta e sete por cento de queda nas infrações registradas entre os recém-habilitados rebatem os temores de perda de segurança viária. Quatrocentas e setenta e oito autoescolas encerraram as atividades voluntariamente até agosto, movimento que o governo enxerga como ajuste natural de mercado, sem indicar falências generalizadas.
“O que tem sido observado é uma fuga do processo de habilitação”, disse Paulo Cesar Marques da Silva ao G1.
Por outro lado, a mudança “pode tirar do candidato à habilitação a possibilidade de adquirir conhecimentos de forma mais concreta, sólida e estruturada”, afirma David Duarte Lima.
A combinação de aplicativo oficial, fim da trava de um ano para conclusão e gratuidade teórica redefiniu os rumos da primeira CNH, acelerou o fluxo de pedidos de CNH e reposicionou a CNH do Brasil como um marco de inclusão social e economia popular.





