A volta dos turistas

RETOMADA. Fernando de Noronha reabriu para o turismo, com restrições de voos, mas não é só para evitar a Covid

As ilhas formam um conjunto vistoso: são 21 ilhas, ilhotas ou formações vulcânicas. Famosa pelas belezas naturais únicas, o arquipélago esteve fechado por mais de seis meses, devido à pandemia, e reabriu em 10 de outubro, mas nada será como antes.

As restrições impostas pelo coronavírus são uma constante: há a obrigação do uso de máscaras, da realização dos exames RT-PCR (o do cotonete) para entrar na ilha, o distanciamento social, e a diminuição na quantidade de voos e passageiros que podem visitar o lugar.

Essa redução não tem somente o intuito de evitar que os moradores contraiam a doença, mas também de manter a preservação da ilha. Há um limite de passageiros que podem desembarcar por ano no local. De acordo com o plano de manejo da área de proteção ambiental de Fernando de Noronha, feito em 2017, até 89 mil visitantes por ano. Mas algumas brechas na lei permitiram que até 150 mil pessoas pudessem desembarcar na ilha. Com a retomada restritiva das atividades, a ideia é reduzir mesmo o número de turistas.

Se você pretende ir até Fernando de Noronha nos próximos meses, já pode fazer suas reservas com antecedência: são menos voos, menos quartos disponíveis nas pousadas e menos pessoas permitidas por dia na ilha. Precisa também pagar online a taxa de preservação ambiental, cobrada obrigatoriamente para os turistas. Por dia, essa taxa custa R$ 75,93, e o link para pagamento está no www.noronha.pe.gov.br.

Outra obrigação é fazer o teste RT-PCR na véspera do embarque. Caso o turista fique até cinco dias – o máximo permitido -, precisa fazer outro teste. Para ajudar no rastreamento de casos de Covid-19 na ilha, os turistas precisam baixar o aplicativo Dycovid – os moradores também usam. Caso o turista apresente resultado positivo no teste feito no quinto dia de estadia, todos os que tiveram contato com ele serão avisadas e deverão ficar em quarentena. Por fim, hospede-se em quartos afastados uns dos outros, use máscara e mantenha o distanciamento social. Assim, será bem mais difícil ficar doente – e, com menos turistas, a natureza agradece. (Vanessa Zampronho)