A cantora Vannick Belchior anunciou o lançamento do projeto “Meu nome é Cem”, uma homenagem ao cantor, compositor e artista plástico Antônio Carlos Belchior, que completaria 80 anos em 2026.
Idealizada e coordenada pela filha do artista, a iniciativa propõe uma celebração de caráter multiartístico, reunindo música, literatura e artes visuais para revisitar e atualizar o legado de um dos nomes mais emblemáticos da música popular brasileira.
A primeira apresentação será no Blue Note SP, na avenida Paulista, em São Paulo, em 19 de março. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Eventim. Depois, a intenção é a de visitar outras metrópoles brasileiras.
A importância de Belchior
Nascido em Sobral, no interior do Ceará, Belchior criou uma das carreiras mais profundas e singulares da música popular. A sua obra-prima é o álbum “Alucinação”, de 1976, que conta com “Como Nossos Pais”, “Sujeito de Sorte”, “Velha Roupa Colorida” e “A Palo Seco’.
As suas letras, com alto teor filosófico, exaltam a realidade cotidiana, em contraposição de uma tendência dos anos 1970 de destacar lados espirituais ou extrassensoriais.
Um de seus grandes parceiros, e desafetos, durante toda a vida foi o também cearense Raimundo Fagner. Enquanto ele tinha um lado mais introspectivo, Fagner exaltava mais a mistura pop para alcançar grandes públicos.
Foi justamente Fagner que fez um álbum homenagem a Belchior, em 2022, cinco anos após a morte do parceiro.
