Rodas de samba movimentam periferias de SP e mantêm viva a cultura afro-brasileira

De manifestações criminalizadas no passado a símbolos de resistência e identidade cultural, rodas de samba e pagode ganham força na capital paulista

Espaços nos quais as pessoas se unem em roda para ouvir a música são lugares de celebração à ancestralidade e uma forte expressão da cultura afro-brasileira

Espaços nos quais as pessoas se unem em roda para ouvir a música são lugares de celebração à ancestralidade e uma forte expressão da cultura afro-brasileira | Reprodução/Facebook

O samba e o pagode representam muito mais que um gênero musical: são símbolos de resistência e de identidade da população brasileira, principalmente para as pessoas negras.

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De manifestações criminalizadas no passado a símbolos de resistência e identidade cultural, as rodas de samba e pagode ganham força nas periferias de São Paulo. 

Os espaços nos quais as pessoas se unem em roda para ouvir a música são lugares de celebração à ancestralidade e uma forte expressão da cultura afro-brasileira. 

No passado, tocar samba no Brasil já foi motivo de prisão. Em 1890, dois anos depois da promulgação da Lei Áurea, foi estabelecida por legislação a definição do “crime de vadiagem”, que prendia pessoas que andavam pelas ruas. 

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Se fosse comprovado que a pessoa não estava trabalhando, ela era abordada e podia ser levada à delegacia para cumprir até 30 dias de prisão.

A Gazeta mapeou cinco encontros tradicionais que mantêm viva a ancestralidade e reúnem centenas de pessoas nos bairros da capital paulista, em celebrações que combinam arte, história e comunidade. Confira:

Pagode da 27

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Todos os domingos, a partir das 17h, as pessoas se reúnem na rua Manuel Guilherme dos Reis para curtir um dos sambas mais tradicionais de São Paulo.

Localizada no Grajaú, extremo-sul de São Paulo, a rua era conhecida por ser uma das mais perigosas da capital e hoje se tornou patrimônio cultural por causa do grupo que toca lá há mais de 20 anos. 

Endereço: R. Manuel Guilherme dos Reis, 500 – Grajaú

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Samba da Praça do Grajaú

Outro local no Grajaú que se consagrou como um reduto do samba é o Samba da Praça do Grajaú, que fica perto do terminal de ônibus e de outros importantes pontos turísticos do distrito, como o Centro Cultural Grajaú e a Escola de Samba Estrela do Terceiro Milênio.

Os músicos e o público se reúnem todos os sábados, a partir das 16h, para tocar os clássicos do samba com muita alegria e paixão. 

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Endereço: R. Eduardo Ramos, 120 – Parque América

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O Samba da Vela é uma roda de samba que se tornou um dos movimentos culturais mais importantes do Brasil. 

Fundada no ano 2000, o encontro acontece todas as segundas-feiras, às 20h30 e só termina quando a vela apaga. A Casa de Cultura de Santo Amaro é o local do encontro e pessoas de todos os cantos da cidade comparecem ao evento. 

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Endereço: Pça. Francisco Ferreira Lopes, 434 – Santo Amaro 

Samba do Maria Zélia

Com 18 anos de existência, o Samba do Maria Zélia realiza eventos mensais, sempre no segundo domingo do mês, para levar música e lazer para a comunidade da Vila Maria Zélia, no bairro de Belenzinho, na zona leste de São Paulo. 

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Essa roda é conhecida por ser uma das maiores de São Paulo, com até 50 músicos tocando ao vivo. 

Endereço: rua José Pinheiro Bezerra, 100 – Brás

Samba do Bowl

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O Samba do Bowl é uma roda de samba que acontece desde 2013 em todos os primeiros domingos do mês na Praça Sete Jovens, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. 

O samba é conhecido por reunir os jovens e pela energia calorosa da comunidade.

Endereço: rua Expedito Armando Cardoso de Melo – Jardim Elisa Maria

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