A evolução do mercado fitness no Brasil acompanha também mudanças na forma como saúde e disciplina passaram a ser vistas pelo público.
Para Gracyanne Barbosa, essa transformação reflete uma trajetória construída com constância e resiliência, muito antes da popularização do setor.
A declaração foi feita durante entrevista à mídia oficial do evento, o Grupo GMG, no Arnold Sports Festival South America 2026, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo.
Durante o bate papo, a influenciadora relembrou o preconceito enfrentado no início da carreira, falou sobre a recuperação de uma lesão recente e avaliou o crescimento da cultura fitness no país.
Segundo ela, o Arnold se consolidou como um espaço importante para aproximar atletas, profissionais da saúde e pessoas que buscam um estilo de vida mais saudável, além de fortalecer economicamente o setor.
Da crítica ao reconhecimento
Gracyanne relembrou que sua trajetória começou antes da popularização da musculação feminina e da expansão do mercado de suplementação no Brasil.
Durante os dez anos em que integrou o grupo Tchakabum, ela já mantinha uma rotina intensa de treinos, em um período em que esse comportamento ainda era alvo de críticas.
Segundo a influenciadora, havia forte preconceito com mulheres que praticavam musculação e tinham músculos aparentes. Ela afirmou que chegou a ouvir que não conseguiria espaço na televisão caso não tivesse um corpo considerado “mais feminino”.
“Eu não escolhi isso pela estética. Foi pela disciplina, constância e resiliência que a musculação me trouxe”, afirmou.
Com o avanço das redes sociais, segundo ela, o cenário mudou e o tema passou a ter maior aceitação.
Hoje, Gracyanne afirma que utiliza essa visibilidade para incentivar hábitos ligados à saúde e à longevidade.
Responsabilidade com o público
Com milhões de seguidores nas redes sociais, a influenciadora afirma que a exposição também exige responsabilidade.
Mesmo com mais de 30 anos de experiência em treinos, ela evita ultrapassar o espaço de atuação de profissionais da saúde.
“Eu me isento de dar certas dicas porque acho que os profissionais da área devem fazer isso”, explicou.
Segundo ela, independentemente da visibilidade ou do retorno financeiro, o estilo de vida fitness continuaria fazendo parte da sua rotina. “Mesmo que não estivesse na moda, eu continuaria, porque é a minha verdade”, disse.
Recuperação e desafio mental
Gracyanne também falou sobre o processo de recuperação após uma lesão recente. Segundo ela, o aspecto mais difícil não foi a limitação física, mas o controle emocional durante a fisioterapia e a adaptação aos treinos.
“Sem dúvida, a cabeça. Tenho momentos de medo e cansaço da fisioterapia, mas entendi que é um processo necessário”, relatou.
Durante parte da recuperação, ela precisou realizar treinamento cruzado, treinando apenas um lado do corpo, o que aumentou a sobrecarga física. Ainda assim, afirmou que a evolução foi mais rápida do que a previsão inicial dos médicos.
Com seis meses de tratamento, ela já retomou atividades que, segundo a estimativa médica, levariam pelo menos um ano para serem recuperadas.
Importância do Arnold para o setor
Ao comentar o papel do Arnold Sports Festival no Brasil, Gracyanne afirmou que o evento é fundamental para o fortalecimento do esporte e da indústria fitness no país.
Segundo ela, além de movimentar o mercado e gerar empregos, o festival também aproxima pessoas que ainda não fazem parte desse universo e cria oportunidades para que novos públicos passem a investir em saúde e qualidade de vida.
