Avenida Cruzeiro do Sul registra 269 roubos de celular e lidera ranking de vias mais perigosas de São Paulo

Levantamento da Crime Brasil, feito com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP)

Dados fazem parte de uma análise que identificou 53.353 roubos de celular na capital em 12 meses, uma média de 146 casos por dia/Depositphotos

A avenida Cruzeiro do Sul, a rua Augusta e a rua da Consolação estão entre as cinco vias da cidade de São Paulo, com maior número de registros de roubo de celular. Juntas, as três concentraram 765 ocorrências entre setembro de 2025 e agosto de 2026, segundo levantamento da Crime Brasil, feito com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

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A avenida Cruzeiro do Sul lidera o ranking, com 269 registros no período. Em seguida, aparece a rua Augusta, com 264 casos. A avenida do Estado ocupa a terceira posição, com 243 ocorrências, seguida pela rua da Consolação, com 232. A praça da República completa a lista, com 173 registros.

Os dados fazem parte de uma análise que identificou 53.353 roubos de celular na Capital em 12 meses, uma média de 146 casos por dia. O levantamento considerou as coordenadas dos locais informados nos boletins de ocorrência para identificar onde os crimes aconteceram.

Centro e vias de ligação concentram ocorrências

Entre os distritos, o Capão Redondo, na zona sul, registrou o maior número absoluto de roubos de celular, com 2.235 ocorrências. Pinheiros aparece na sequência, com 1.716 casos, seguido por Jardim Ângela (1.571), República (1.548) e Campo Limpo (1.376).

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Quando os números são comparados à população residente, porém, o cenário muda. A Sé lidera a taxa de roubos, com 3.806 ocorrências por 100 mil habitantes. Pinheiros aparece em segundo lugar, com 2.634, seguido pela República (2.545), Consolação (1.948) e Barra Funda (1.932).

A análise também aponta que regiões centrais e comerciais recebem diariamente pessoas que não moram nesses locais, como trabalhadores, consumidores e turistas. Por isso, a taxa calculada com base na população residente não representa necessariamente o risco individual de quem circula por essas áreas.

Maioria dos roubos acontece nas ruas

Segundo o levantamento, 94% dos roubos de celular ocorreram em vias públicas. Na cidade, 40% dos registros foram feitos entre 19h e meia-noite, mas os horários de maior incidência variam conforme a região.

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No Capão Redondo, por exemplo, o maior número de ocorrências foi registrado às 5h. Quase um quarto dos roubos no distrito aconteceu entre 4h e 6h59, proporção superior à média municipal, de 12%.

No Itaim Bibi e no Jardim Paulista, o pico ocorreu às 21h. No Itaim, metade dos registros foi concentrada entre 19h e meia-noite.

iPhones representam 46% dos aparelhos roubados

O levantamento também identificou diferenças nas marcas dos celulares levados pelos criminosos. Na Capital, 46% dos aparelhos roubados eram iPhones. A participação chega a 75% no Jardim Paulista, 74% em Pinheiros, 71% na Consolação e 70% no Itaim Bibi.

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Em outras regiões, o percentual é menor. No Grajaú, os iPhones representam 24% dos aparelhos roubados, enquanto no Jardim Ângela correspondem a 36%.

Roubos caem 15,3% em 2026

Apesar do volume de ocorrências, os registros de roubo de celular diminuíram na capital. Entre janeiro e agosto de 2026, foram contabilizados 35.279 casos, ante 41.650 no mesmo período de 2025, uma redução de 15,3%.

A queda, no entanto, não foi registrada em todos os distritos. Campo Limpo teve diminuição de 30% nos casos, seguida por Jardim Ângela (-24%), Jardim São Luís (-20%) e Capão Redondo (-18%).

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Na direção oposta, Santo Amaro registrou aumento de 21%, Brás teve alta de 17%, Consolação, de 15%, e Pinheiros, de 6%.

A análise utilizou a base Celulares Subtraídos, da SSP-SP, com registros de setembro de 2025 a agosto de 2026. Cerca de 7,7% das ocorrências não tinham coordenadas válidas e ficaram de fora dos cálculos de localização.

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