Harry e Meghan planejam voltar ao Reino Unido após seis anos e relação com William se mantém distante

Família deve deixar os Estados Unidos antes do início do ano letivo em agosto; casal mantém impasse com o governo britânico sobre proteção policial

Harry e Meghan

Harry e Meghan /Brazil Photo Press/Folhapress

O príncipe Harry e Meghan Markle estão preparando uma mudança que pode alterar novamente a relação do casal com a família real britânica.

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Seis anos depois de deixarem o Reino Unido, os dois planejam voltar a viver na Inglaterra com os filhos, Archie e Lilibet.

A decisão teria sido tomada após uma visita da família ao país em julho.

Na ocasião, Harry, Meghan e as crianças passaram um período com o rei Charles III e também estiveram com integrantes da família Spencer, ligada à princesa Diana.

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Segundo informações da imprensa britânica, os filhos do casal já foram matriculados em uma escola no Reino Unido.

A previsão é que a família deixe os Estados Unidos até o fim de agosto, antes do início do novo ano letivo.

A mudança, porém, não significa um retorno à vida oficial da realeza.

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Harry e Meghan querem ficar perto da família

A principal justificativa apontada para a mudança é o desejo de Harry e Meghan de passar mais tempo na Europa e aproximar os filhos da família paterna.

A visita realizada em julho teria sido importante para a decisão.

Archie e Lilibet puderam conviver com familiares que raramente encontram, incluindo parentes do lado materno de Harry.

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O casal também mantém uma propriedade em Portugal e deve continuar com a residência em Montecito, na Califórnia.

A ideia, portanto, seria estabelecer uma nova base no Reino Unido, e não necessariamente abandonar os Estados Unidos.

Nova casa deve ficar longe de Londres

O endereço escolhido ainda não foi divulgado. A expectativa é que Harry e Meghan não voltem a morar em Londres.

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Entre as regiões apontadas estão os Cotswolds e áreas próximas a Northampton, que ficam mais perto da propriedade da família Spencer, Althorp House.

A residência tem um significado especial para Harry. Foi ali que sua mãe, Diana, passou parte da infância.

Volta não significa retorno à realeza

Apesar da mudança, Harry e Meghan não devem reassumir funções oficiais.

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O casal deixou de atuar como membro ativo da família real em 2020 e continua sendo considerado parte não atuante da monarquia.

Não há indicação de que o Palácio de Buckingham pretenda criar novamente um modelo de participação parcial para os dois.

Harry, porém, mantém vínculos com instituições britânicas, especialmente por meio dos Jogos Invictus, competição esportiva criada por ele para militares e veteranos feridos.

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Meghan também deve continuar trabalhando em seus projetos comerciais, incluindo a marca As Ever.

Relação com William continua sendo o maior obstáculo

A aproximação com o rei Charles III não significa que a mesma situação se repetirá com o príncipe William.

Harry e o irmão continuam afastados após anos de conflitos públicos.

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A relação foi agravada pelas declarações do duque de Sussex em entrevistas, na série documental do casal e no livro de memórias ‘O Que Sobra’.

A volta para o Reino Unido pode colocar os irmãos novamente próximos geograficamente, mas não há sinal concreto de reconciliação.

Para especialistas em realeza ouvidos pela imprensa britânica, a presença permanente de Harry e Meghan no país também pode aumentar a atenção sobre a relação entre os dois núcleos da família.

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Segurança ainda é uma incógnita

Outro ponto que permanece sem resposta é a segurança da família.

Harry mantém uma disputa com o governo britânico sobre o direito à proteção policial quando está no país.

Nos últimos anos, ele chegou a afirmar que não se sentia seguro para levar Meghan e os filhos ao Reino Unido sem garantias de segurança.

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Ainda não foi informado se a equipe particular usada pelo casal nos Estados Unidos acompanhará a família na mudança ou se haverá algum novo acordo para sua proteção.

Retorno pode ser mais longo do que uma temporada

A mudança não foi apresentada como definitiva.

A expectativa, segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, é de que Harry, Meghan e os filhos permaneçam no Reino Unido por um período prolongado.