Miramax processa Quentin Tarantino

Ação movida pelo estúdio de cinema acusa diretor de tentar vender NFTs de 'Pulp Fiction'

Quentin Tarantino

Quentin Tarantino | Reprodução/Instagram

O estúdio de cinema Miramax entrou com um processo contra o diretor Quentin Tarantino, nesta terça (16), semanas após o cineasta anunciar que deseja vender NFTs – tokens não fungíveis – do filme “Pulp Fiction”, de 1994.

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No início deste mês, Tarantino afirmou que leiloará em dezembro trechos do longa que nunca foram exibidos. “Estou animado para mostrar cenas exclusivas aos fãs de ‘Pulp Fiction'”, disse o diretor em nota.

O material, segundo o cineasta, será vendido como um NFT, ou seja, um código alfanumérico armazenado na rede blockchain associado às cenas do filme, que estarão restritras ao proprietário.

Mas a distribuidora e financiadora do filme, a Miramax, acusa Tarantino de ter quebrado um contrato e infringido os direitos autorais do estúdio sobre “Pulp Fiction”, de acordo com a denúncia protocolada no tribunal federal de Los Angeles.

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“A conduta de Tarantino forçou a Miramax a abrir este processo contra um valioso colaborador para fazer cumprir, preservar e proteger seus direitos contratuais e de propriedade intelectual relativos a uma das propriedades cinematográficas mais icônicas e valiosas da Miramax”, escreveu a empresa na ação.

Segundo a distribuidora, o artista não pode desenvolver, comercializar e vender NFTs, uma vez que apenas a Miramax teria os direitos necessários para buscar negócios e ofertas semelhantes com sua biblioteca de filmes. A nota do estúdio ainda alerta que esse caso poderia abrir um precedente para outros cineastas buscarem fazer o mesmo que o diretor.

Em resposta ao comunicado da Miramax, a defesa de Tarantino alegou que o cineasta estava agido dentro de seus limites legais, principalmente no que se refere aos direitos de venda do roteiro.

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A venda de NFTs tem se tornado uma realidade cada vez mais comum em Hollywood. Astros do cinema e estúdios começam a fazer acordos para comercializá-los, a exemplo do ViacomCBS, a principal acionista da Miramax, que fez um acordo com a empresa Recur para criar NFTs de seu acervo de filmes. Nesse mesmo sentido, a Warner Bros. pretende lançar um projeto de avatares NFTs baseados na franquia Matrix.