Morre Bagre Fagundes, ícone da cultura gaúcha e intérprete de ‘Canto Alegretense’, aos 86 anos

Compositor, cantor e um dos maiores nomes da música nativista do Rio Grande do Sul, Bagre Fagundes morreu após complicações de uma parada cardiorrespiratória

Compositor e cantor Bagre Fagundes morreu neste domingo aos 86 anos /Reprodução/Instagram

Compositor e cantor Bagre Fagundes morreu neste domingo aos 86 anos /Reprodução/Instagram

O compositor e cantor Bagre Fagundes, um dos principais representantes da música nativista e da cultura gaúcha, morreu neste domingo (2/8), aos 86 anos. A informação foi confirmada pelos filhos do artista, Neto e Ernesto Fagundes, por meio das redes sociais.

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Internado desde maio, Bagre Fagundes não resistiu às complicações de uma parada cardiorrespiratória.

O velório acontece nesta segunda-feira (3/8), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, entre 10h e 16h. A cerimônia é aberta ao público.

Bagre Fagundes deixa a esposa, Marlene Vilaverde, e quatro filhos: Neto, Ernesto, Luciana e Paulinho Fagundes.

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Quem foi Bagre Fagundes

Nascido em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, em 1939, Euclides Fagundes Filho ganhou o apelido de Bagre ainda na juventude, depois de pescar um grande peixe da espécie que acabou marcando sua trajetória.

Os primeiros passos na música aconteceram em programas de rádio na cidade de São Borja, tendo a gaita como principal instrumento.

Ao longo da carreira, tornou-se uma das principais referências da música regional do Rio Grande do Sul, com composições como “Origens”, “Trovas do Alegrete” e “Morocha”.

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Seu maior sucesso foi “Canto Alegretense”, escrita em parceria com o irmão, Nico Fagundes. A canção é considerada um dos maiores símbolos da música nativista gaúcha e um verdadeiro hino cultural do estado.

Carreira também passou pela política

Além da atuação artística, Bagre Fagundes formou-se em Direito pela Universidade de Cruz Alta e foi eleito vereador de Alegrete pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1976.

Na década de 1990, presidiu o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), reforçando seu trabalho em defesa das tradições culturais do Rio Grande do Sul.

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Em 2001, fundou ao lado dos filhos o grupo Os Fagundes, que deu continuidade ao legado musical da família e consolidou o sobrenome como uma das maiores referências do folclore gaúcho.