Morre o cineasta Luiz Carlos Barreto aos 98 anos no Rio; ícone do cinema brasileiro tratava pneumonia

Produtor e diretor não resistiu a complicações decorrentes de uma infecção pulmonar; corpo será velado nesta quinta-feira em Botafogo e cremado no Caju

CIneastra tratava um quadro de pneumonia /Ricardo Borges/Folhapress

CIneastra tratava um quadro de pneumonia /Ricardo Borges/Folhapress

O cineasta Luiz Carlos Barreto, apontado como um dos grandes nomes do cinema brasileiro, morreu nesta quarta-feira (22/7), aos 98 anos. Barreto estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.

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De acordo com a filha do profissional, Paula Barreto, a saúde dele vinha se deteriorando desde 2024, quando ele sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará.

O velório acontecerá nesta quinta-feira (23/7), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. O corpo do cineasta será cremado após a cerimônia no Memorial do Caju.

O cineasta era casado há 71 anos com a também produtora Lucy Barreto. Ele teve três filhos, que seguiram a mesma profissão. Um deles, no entanto, morreu em 2019, depois de ficar em coma por 10 anos em decorrência de um acidente de carro no Rio, em 2010. Além deles, Barreto deixa nove netos e oito bisnetos.

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Conheça um pouco sobre Luiz Carlos Barreto

Nascido em Sobral, no Ceará, ele dedicou mais de seis décadas ao audiovisual. “Barretão”, como também era conhecido, dirigiu mais de 100 obras, incluindo os recordistas de bilheteria “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro”.

Antes de se tornar produtor, Barreto trabalhou como repórter da revista “O Cruzeiro”. Como repórter-fotográfico correspondente da publicação na Europa, ele registrou figuras como Frank Sinatra, a atriz Marilyn Monroe e o presidente cubano Fidel Castro.

Sua imersão no cinema começou quando conheceu Glauber Rocha, durante as filmagens de “Barravento”. O diretor o convidou para trabalhar na área.

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A partir daquele momento, e com a insistência de Glauber, Barretão passou a trabalhar em obras que revolucionaram o audiovisual do país. Os destaques estão em “Vidas Secas” (1963) e “Terra em Transe” (1967), de Glauber, obra fundamental do Cinema Novo.

Como produtor, esteve responsável por produções como “Garrincha, Alegria do Povo”, de Joaquim Pedro de Andrade; “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues; e “Memórias do Cárcere”, adaptação da obra de Graciliano Ramos.