Paolla Oliveira afirmou que viveu parte da carreira em “modo sobrevivência”, aceitando oportunidades sem poder escolher os projetos.
Agora, após interpretar Heleninha Roitman no remake de Vale Tudo, a atriz diz viver uma fase mais madura e estreia no cinema de terror com “Herança de Narcisa”, em cartaz em São Paulo.
“Vivi um tempo da minha carreira no modo sobrevivência, fazendo o que aparecia. As oportunidades não eram sobre escolhas, eram sobre tê-las e não deixar passar”, declarou a atriz em entrevista à Folha de S.Paulo.
Segundo Paolla, a experiência acumulada ao longo dos anos trouxe liberdade para decidir os rumos da carreira.
“A maturidade traz algo muito bom e libertador: o poder de escolha.”
Primeiro papel em um filme de terror
Em “Herança de Narcisa”, Paolla estreia no gênero interpretando Ana, uma mulher que retorna à casa onde cresceu após a morte da mãe, a ex-vedete de Carnaval Narcisa.
A atriz encara um desafio inédito ao interpretar as duas personagens, dando vida tanto à filha quanto à mãe. O longa mistura drama psicológico e terror ao explorar traumas familiares e o processo de luto.
Paolla diz que quis romper imagem ligada à beleza
A atriz afirma que aceitou o papel justamente por permitir que o público conheça uma faceta diferente de sua atuação.
“As pessoas tendem a colocar algumas travas na gente. A que sempre me acompanha é a da vaidade, da beleza e da estética. E eu venho dizendo ao longo do caminho que a vida não é sobre isso”, afirmou.
Ela destaca que Ana é uma personagem distante desse universo, o que tornou o projeto ainda mais atraente.
Filme nasceu de experiência pessoal da diretora
A história foi inspirada em vivências da diretora Clarissa Appelt, que voltou a morar com a mãe durante a pandemia de Covid-19 e transformou essa experiência, somada à perda da avó, no ponto de partida para o roteiro.
Segundo a cineasta, a proposta é ir além dos sustos tradicionais do gênero.
“A gente quer investigar esse terror para ajudar pessoas a enfrentar medos, e não só para assustar”, afirmou.
O longa foi eleito melhor filme pelo voto popular na mostra Novos Rumos, do Festival do Rio de 2025.
