Entre grutas e paredões

Ponta Grossa, no Paraná, reserva surpresas geológicas como grutas, cachoeiras e vegetação única

Buraco do Padre. Era lá que os padres jesuítas se recolhiam para meditar e realizar práticas religiosas, sem interferência externa - além do belo contato com a natureza. É uma das furnas (como são chamadas as grutas) do Parque Nacional dos Campos Gerais.

Buraco do Padre. Era lá que os padres jesuítas se recolhiam para meditar e realizar práticas religiosas, sem interferência externa - além do belo contato com a natureza. É uma das furnas (como são chamadas as grutas) do Parque Nacional dos Campos Gerais. | /Celso Margraf

Já ouviu falar da gruta Buraco do Padre? E das formações rochosas Taça, Esfinge e Bota? Esses são alguns dos pontos turísticos de Ponta Grossa, cidade paranaense que fica perto da capital, Curitiba, e que não à toa tem todos esses atributos.

A cidade está em uma região de planalto, e possui formações rochosas que contam um pouco da sua história geológica. Uma delas é o Parque Estadual de Vila Velha, que hoje é um patrimônio histórico, artístico e cultural do estado. É o principal ponto turístico da cidade, e é lá que está localizado o seu cartão-postal: a coluna de pedra Taça, que tem 20 metros de altura.

Aliás, são as formações rochosas, conhecidas como arenitos, que dão nome ao parque, por se assemelhar a torres e castelos em ruínas. Há também as colunas Bota e Esfinge, que chamam a atenção pelas formas curiosas. O passeio ainda conta com visitas a grutas, chamadas de furnas, e à Lagoa Dourada. Todo o trajeto é feito com guias de turismo.

Outro parque que atrai turistas é o Parque Nacional dos Campos Gerais, que tem também as formações rochosas de arenito, e alguns atrativos curiosos. Um deles é o Buraco do Padre, uma gruta que tem uma cachoeira de 30 m de altura no seu interior. O nome curioso vem da época dos padres jesuítas, que usavam o local para meditar e realizar práticas religiosas, em um ambiente mais reservado e em contato com a natureza – e que natureza!

Embora esteja localizado dentro do parque nacional, a região do Buraco do Padre é administrada pela iniciativa privada. Não há a necessidade de agendamento prévio, funciona de quarta a domingo e feriados, das 9h às 17h, o ingresso custa R$ 30 e dá acesso à gruta, além das outras atrações.

Já a 30 km do centro da cidade, tem a cachoeira da Mariquinha, com uma cascata de 30 metros de altura e cuja trilha de acesso passa por formações de arenito e mata atlântica. Mas o passeio vale a pena, especialmente pelo contato com a natureza. É possível tanto passar o dia no local quanto levar a barraca e acampar por lá mesmo, há estrutura para isso. O ingresso para passar o dia é R$ 15, e o acampamento, R$ 30.

Paredões e cachoeiras

EXUBERÂNCIA. Sítios arqueológicos e animais do cerrado também fazem parte da Chapada dos Guimarães

A vista da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, impressiona pelas formações rochosas. Criadas pela ação da chuva, rios e vento, os paredões se destacam em meio ao verde do cerrado e o céu, quase sempre azul. É bom sempre levar um boné ou chapéu e óculos

A vista da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, impressiona pelas formações rochosas. Criadas pela ação da chuva, rios e vento, os paredões se destacam em meio ao verde do cerrado e o céu, quase sempre azul. É bom sempre levar um boné ou chapéu e óculos | /José Medeiros/Gcom-MT

No coração do Brasil, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães chama a atenção pela sua paisagem única. Os contornos dos paredões rochosos foram esculpidos ao longo de milhões de anos pela ação de chuva, rios e vento. A vegetação de lá tem árvores mais baixas e cobrem quase todo o espaço, dando um colorido especial. As quedas d’água são um refresco para o corpo e olhos, criando uma paisagem especial.

O parque é um dos destinos mais procurados do estado, e não somente pelos atrativos acima. O local também tem 46 sítios arqueológicos, 59 nascentes e uma enorme área de proteção ambiental – tudo para manter intacta essa parte do País.

É bom se preparar para andar pelas redondezas. A região Centro-Oeste do Brasil é bastante conhecida também pelas altas temperaturas e baixa umidade, ainda mais se a visita acontecer no outono ou inverno. É muito fácil os termômetros alcançarem os 40°C durante o dia – e com pouca ou nenhuma sombra. Por isso, levar um boné ou chapéu, usar protetor solar e um repelente de insetos são alguns dos itens que não devem ser esquecidos.

Mas o cuidado vale a pena. Ao andar pelas trilhas do parque, você se depara com paredões de arenito, árvores como ipês, buritis e babaçus, animais como antas, tamanduás-bandeiras e araras-vermelhas. Com um pouco de sorte, dá para avistar também onçaspintadas e lobos-guarás.

Nas trilhas dentro do parque, é possível visitar algumas formações rochosas que saltam aos olhos, como o Morro São Jerônimo, que fica no ponto mais alto, a 800 metros de altitude; a Cidade de Pedra, formada por paredões de arenito que lembram edifícios; e as cavernas, com a Aroe Jari, que conta com um lago no interior.

Para refrescar o corpo e apreciar a força da natureza, as quase 500 cachoeiras da região são um prato cheio. O cartão postal do parque é o Véu de Noiva, queda d’água com 86 metros de altura. O mirante tem visitação livre, mas os turistas não podem descer até o lago formado pela queda. Já outras cachoeiras, como a dos Namorados e as do circuito das cachoeiras estão liberadas para banho e o
refresco. (Vanessa Zampronho)

Paredões e cachoeiras

EXUBERÂNCIA. Sítios arqueológicos e animais do cerrado também fazem parte da Chapada dos Guimarães

A vista da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, impressiona pelas formações rochosas. Criadas pela ação da chuva, rios e vento, os paredões se destacam em meio ao verde do cerrado e o céu, quase sempre azul. É bom sempre levar um boné ou chapéu e óculos

A vista da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, impressiona pelas formações rochosas. Criadas pela ação da chuva, rios e vento, os paredões se destacam em meio ao verde do cerrado e o céu, quase sempre azul. É bom sempre levar um boné ou chapéu e óculos | José Medeiros/Gcom-MT

No coração do Brasil, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães chama a atenção pela sua paisagem única. Os contornos dos paredões rochosos foram esculpidos ao longo de milhões de anos pela ação de chuva, rios e vento. A vegetação de lá tem árvores mais baixas e cobrem quase todo o espaço, dando um colorido especial. As quedas d’água são um refresco para o corpo e olhos, criando uma paisagem especial.

O parque é um dos destinos mais procurados do estado, e não somente pelos atrativos acima. O local também tem 46 sítios arqueológicos, 59 nascentes e uma enorme área de proteção ambiental – tudo para manter intacta essa parte do País.

É bom se preparar para andar pelas redondezas. A região Centro-Oeste do Brasil é bastante conhecida também pelas altas temperaturas e baixa umidade, ainda mais se a visita acontecer no outono ou inverno. É muito fácil os termômetros alcançarem os 40°C durante o dia – e com pouca ou nenhuma sombra. Por isso, levar um boné ou chapéu, usar protetor solar e um repelente de insetos são alguns dos itens que não devem ser esquecidos.

Mas o cuidado vale a pena. Ao andar pelas trilhas do parque, você se depara com paredões de arenito, árvores como ipês, buritis e babaçus, animais como antas, tamanduás-bandeiras e araras-vermelhas. Com um pouco de sorte, dá para avistar também onçaspintadas e lobos-guarás.

Nas trilhas dentro do parque, é possível visitar algumas formações rochosas que saltam aos olhos, como o Morro São Jerônimo, que fica no ponto mais alto, a 800 metros de altitude; a Cidade de Pedra, formada por paredões de arenito que lembram edifícios; e as cavernas, com a Aroe Jari, que conta com um lago no interior.

Para refrescar o corpo e apreciar a força da natureza, as quase 500 cachoeiras da região são um prato cheio. O cartão postal do parque é o Véu de Noiva, queda d’água com 86 metros de altura. O mirante tem visitação livre, mas os turistas não podem descer até o lago formado pela queda. Já outras cachoeiras, como a dos Namorados e as do circuito das cachoeiras estão liberadas para banho e o
refresco. (Vanessa Zampronho)