Patrícia Poeta comemorou quatro anos no comando do Encontro nesta segunda-feira (6/7), durante uma edição especial apresentada diretamente do Parque do Caracol, em Canela, no Rio Grande do Sul. Em entrevista à Gazeta, a apresentadora fez um balanço da trajetória, revelou o momento mais marcante da carreira e explicou o que considera o principal segredo da liderança do programa nas manhãs da Globo.
A comemoração também marcou a primeira vez em que o Encontro celebrou seu aniversário em um ambiente externo, fora dos estúdios da Globo. A iniciativa faz parte do projeto da emissora de levar o programa para diferentes cidades e pontos turísticos do Brasil.
Durante a edição, Patrícia Poeta recebeu convidados ligados à cultura gaúcha, entre eles o ator Carmo Dalla Vecchia, a atriz Leona Cavalli e o músico Gaúcho da Fronteira.
O segredo da liderança do Encontro
Em entrevista à Gazeta, a apresentadora comemorou a boa fase do programa, líder de audiência, fez um balanço da carreira e afirmou acreditar que a proximidade com o público, fortalecida pela decisão de levar a atração para diferentes regiões do País, tem sido um dos principais diferenciais do Encontro.
Confira entrevista com Patrícia Poeta abaixo:
Patrícia, ao completar quatro anos à frente do Encontro, qual foi o maior aprendizado que essa experiência trouxe para você, tanto como jornalista quanto como pessoa?
O Encontro me fez aprimorar muito a escuta. É um programa em que você precisa ouvir de verdade, observar o tempo todo e entender o que o público quer. No fim das contas, o Encontro é um programa feito pelo público e para o público.
Eu estou ali para promover esse encontro: da informação, da boa conversa, dos convidados e, principalmente, das pessoas com os assuntos que fazem diferença no dia a dia delas. Por isso, me coloco sempre nesse papel de ouvir, observar e aprender.
O programa mistura informação, entretenimento e emoção. Existe alguma entrevista ou história desses quatro anos que marcou você de forma especial e permanece na sua memória?
Minha ida ao Rio Grande do Sul durante as grandes enchentes foi um dos momentos que mais me marcaram. Não só pela dimensão da tragédia, que já era algo muito difícil de presenciar, mas por ter acontecido na minha terra, com o meu povo.
Quando algo assim atinge as suas raízes, a sua essência, o impacto é diferente. Dói de um jeito muito profundo. Estar lá, acompanhar tudo de perto e encontrar meus conterrâneos naquela situação é algo que vou levar para sempre comigo.
Assumir o comando de um programa tão consolidado trouxe muitos desafios e expectativas. Hoje, olhando para essa trajetória, do que você mais se orgulha?
Acho que a minha maior conquista foi conseguir mostrar que, mesmo sendo um programa que já existia há dez anos, era possível dar a ele um novo DNA. A gente trouxe novas formas de fazer, de conversar com o público, de contar histórias e de abordar os assuntos.
Também conseguimos conquistar novos públicos, aumentar a audiência e mostrar que o Encontro chegava com uma nova energia, uma nova identidade, mas sem perder a essência. Tenho muito orgulho de ter participado dessa transformação e de ver que o público abraçou essa nova fase.
O programa segue líder de audiência nas manhãs, e você tem levado essa liderança para diferentes cidades, apresentando edições especiais pelo Brasil. Como essas viagens influenciam o conteúdo do programa e o que você acredita que faz o público continuar escolhendo vocês todas as manhãs?
Eu acredito que as pessoas percebam todo o cuidado que existe por trás do nosso trabalho. Eu e o Ariel, diretor do programa, costumamos dizer todos os dias, antes de o Encontro começar:“ vambora lá fazer o melhor programa que podemos entregar!”. Nunca é “ mais um”. Jamais! O espírito é buscar sempre o melhor.
Acho que o público enxerga esse esforço. Vê que a gente procura levar informação com fontes seguras, promover conversas relevantes e oferecer um conteúdo completo, seja no entretenimento, seja na prestação de serviço.
É por isso que eu quero que as pessoas vejam o Encontro como um parceiro. Eu falo muito das minhas parceiras e dos meus parceiros no programa porque é assim que eu enxergo essa relação.
O Encontro é parceiro de quem está em casa, parceiro da plateia, parceiro das pessoas que confiam na gente todos os dias.
E as viagens têm um papel muito importante nessa conexão. Elas são uma forma de apresentar o Brasil para os próprios brasileiros…de eu ir ao encontro de quem me assiste todos os dias. E isso não tem preço.
Eu tenho muito orgulho de poder mostrar, pela televisão, lugares tão lindos, culturas tão ricas, sotaques diferentes e jeitos únicos de viver.
Acho que isso desperta a curiosidade, aproxima as pessoas e reforça o carinho que o brasileiro tem pelo próprio País. No fim das contas, as viagens também cumprem essa missão: mostrar o Brasil para os brasileiros e fazer com que eles se sintam representados e conectados com cada história que a gente leva ao ar.
Se pudesse mandar uma mensagem para a Patrícia que estreou no comando do Encontro há quatro anos, o que diria a ela? E quais são os sonhos para os próximos anos dessa caminhada?
Eu diria para ela ficar tranquila. Que, por mais difícil que alguns momentos pareçam, tudo vai se encaixar e as coisas vão encontrar o seu devido lugar.
Quanto ao sonho, posso te dizer com toda certeza: eu vivo ele diariamente e sou muito grata por isso.






