Paulo Vilhena revela como Robin Williams ‘o ajudou’ em teste para ‘Sandy & Júnior’ e conta sobre nova fase na carreira e vida pessoal

Em entrevista, Paulo Vilhena relembra o início da carreira, conta como se inspirou em Robin Williams para fazer o teste de ‘Sandy & Júnior’ e fala sobre a volta às novelas e paternidade

De volta às novelas em 'Por Você', Paulo Vilhena fala sobre o início da carreira, os trabalhos que marcaram sua trajetória, a relação com a família e a filha, além das escolhas que fizeram parte de sua caminhada na televisão. Foto: Nanda Araújo

De volta às novelas em 'Por Você', Paulo Vilhena fala sobre o início da carreira, os trabalhos que marcaram sua trajetória, a relação com a família e a filha, além das escolhas que fizeram parte de sua caminhada na televisão. Foto: Nanda Araújo

Depois de oito anos longe da televisão, Paulo Vilhena, mais conhecido pelo público como Paulinho Vilhena, está de volta às novelas. Aos 47 anos, o ator vive o cardiologista Ricardo em “Por Você”, atual novela das 7 da TV Globo, e retorna à emissora onde começou a carreira, em 1998, na série “Sandy & Júnior”.

Continua após a publicidade

Em entrevista exclusiva à Gazeta, Paulinho relembra os bastidores de seu primeiro teste para a televisão – quando chegou a uma produtora sem sequer saber direito o que era o projeto (spoiler, seria um dos maiores sucessos adolescentes do momento) – e conta como acabou conquistando o personagem Gustavo.

Ao revisitar sua trajetória, que passou por novelas, cinema, teatro e televisão, o ator também fala sobre a busca por personagens diferentes e os trabalhos que ajudaram a ampliar seu repertório.

Fora dos estúdios, a família ocupa hoje um espaço central na vida do ator. Pai de Manoela, de 3 anos, e casado com Maria Luiza, Paulo conta como a paternidade mudou sua relação com o tempo, o trabalho e as próprias prioridades.

Continua após a publicidade

Na conversa, ele ainda revela os receios que teve ao voltar às novelas, fala sobre a mudança temporária para o Rio de Janeiro e comenta a parceria com o elenco de “Por Você” e o que o público pode esperar de Ricardo, um cardiologista solteiro convicto que começa a lidar com questões capazes de mexer com sua vida.

Leia abaixo a entrevista na íntegra:

Antes de ser o Paulinho Vilhena que o público conheceu na televisão, como nasceu em você a vontade de atuar?

Continua após a publicidade

“É engraçado que eu fico olhando pra trás, tem crianças que já pensam nisso logo cedo, na atuação, no futebol, na medicina. Pra mim, foi diferente. Em algum momento da minha vida eu lembro que o surf fez parte desse desejo de se tornar uma profissão, algo que eu gostava de fazer como hobby. Porque era demais, era divertido, tava sempre perto da natureza, em lugares gostosos, enfim. Mas percebi que a profissão depende de talento, né? E o meu talento pro surf, acho que não era o surf de competição, mas era sim o surf de hobby mesmo.

Então, as artes cênicas, a dramaturgia, me encontraram já em 97, quando, depois de modelar durante 3 anos, surgem algumas oportunidades de fazer publicidades, propagandas pra grandes marcas. E aí eu começo a ter uma relação com o audiovisual muito gostosa, de entrar no estúdio, de entrar num set de gravação e me encantar por aquele formato de trabalho. E aí, pouco a pouco eu fui me aproximando cada vez mais das cenas, do texto, da dramaturgia em si.

Antes eram trabalhos voltados para produtos, né? Com um garoto propaganda. Mas, pouco a pouco, a agência foi percebendo que eu tinha essa, enfim, essa veia em relação ao audiovisual e foi me trazendo oportunidades até que chegou um teste pro piloto do programa Sandy & Junior.”

Continua após a publicidade

E aí, como que foi esse teste? Você lembra como foi o seu primeiro contato com um ambiente que ia se tornar tão importante na sua vida?

“Sim, com certeza. Foi um dia muito intenso e tenso, porque como eu já estava trabalhando e eu dependia do meu trabalho para o meu sustento em São Paulo, já tinha saído de Santos, eu tava com 17 anos, e eu tinha muitos testes pra fazer e os testes eram distantes uns dos outros. Então, poxa, eu pegava, sei lá, três ônibus, metrôs pra chegar em um teste.

E esse dia eu lembro especificamente que tava um dia cheio, bem atribulado de testes. E eu nem sabia muito bem o que era, porque a agência também não tinha conseguido explicar, ninguém sabia realmente o que era um piloto. Na época, pra mim, um piloto era o Ayrton Senna [rs].

Continua após a publicidade

Mas era, na verdade, uma ideia que precisaria de mão de obra, né? No caso, atores, atrizes jovens pra executar os personagens que estavam sendo criados pra aquela história e que tinha sido recentemente apresentada pro Xororó, pra alguém da Globo, pra alguém do SBT. Então, era um produto que tava ali numa mesa de possibilidades.

Enfim, eu deixei o horário perto do almoço reservado para aquele piloto, porque era um horário que eu tava próximo do bairro e aí eu conseguiria chegar e fazer o teste. Na minha cabeça era simples assim, só que eu cheguei lá depois de três testes de manhã, na hora do almoço eu cheguei lá e tinham, sei lá, 300 garotos e garotas. Jovens atores e atrizes pra fazer o teste. E era, assim, um espaço pequeno, mas de uma produtora que eu já tinha trabalhado.

Quando eu vi aquela loucura de gente, falei: ‘cara, não vai dar tempo, porque eu tenho mais dois testes à tarde e aqui eu já vi que, pelo horário que eu cheguei, eu vou ficar na fila em, sei lá, lá pro número dos 180, 200’. E aí, tinha um orelhão dentro da produtora. Eu peguei uma ficha pra ligar pra agência e dizer que eu não conseguiria fazer o teste, porque tava muito cheio.

Continua após a publicidade

Na hora que eu tava ligando, passou o produtor que eu conhecia atrás de mim, assim, e ele me olhou e falou: ‘pô, tudo bem, que legal que você veio fazer o teste’. Eu falei: ‘cara, eu não vou conseguir, eu tenho outros dois testes à tarde, achei que fosse ser mais rápido. Aí ele falou: ‘a gente quer muito que você faça esse teste. Então, marca uns cinco minutos aqui que eu vou falar com o diretor se você tá aqui e se ele me permitir eu venho te buscar pra tu fazer o teste logo e ir embora.’

E não foi o que aconteceu? Ele foi, falou com o Paulo Trevisan, que era o diretor do teste e idealizador do programa, e eu subi. Eu não sabia nada. Não sabia como seria o teste, não sabia o que que era o personagem, o que que eu tinha que falar, como eu tinha que falar. E aí ele [Trevisan], super enérgico, empolgado, falou: ‘o personagem é parte dos estudantes da escola, e aí ele trabalha na rádio, ele é o locutor da rádio. Você já foi na rádio?’ Eu falei: ‘não, meu amigo, não fui na rádio.’

Só que, por sorte, eu tinha assistido ao filme ‘Bom Dia, Vietnã’, com o Robin Williams, que ele faz um locutor. É um filme que eu tenho no coração, principalmente por conta desse momento, porque me veio na hora, lá no teste. Aí eu peguei o texto, que eram umas três folhas, assim, de A4, com o nome do personagem, Gustavo, e era mais ou menos assim: ‘Bom dia, rádio Cema, estamos aqui pra falar que a gente vai ter hoje, depois da aula, o futebol, depois a gente vai ter um show da Sandy e do Júnior.’ Era uma grande ‘viagem’, falando sobre a rotina da escola, que eu li rapidamente, que eu fagocitei ali muito instintivamente. E aí, ele: ‘gravando, vamos lá, gravando’, e eu: ‘meu Deus do céu.’

Continua após a publicidade

Aí me veio um espírito de Robin Williams, eu subi na cadeira e comecei a gritar energicamente. E aí o teste rolou, eu saí sem saber muito bem o que tinha feito. Mas, no dia seguinte, eu estava até desfilando naqueles Morumbi Fashions, que era um tipo de desfile, tipo a São Paulo Fashion Week hoje em dia. E chegaram os textos dizendo que eu tinha sido aprovado pra participar do piloto.

Foi uma loucura, porque eram blocos e mais blocos de textos, com muitas falas. O personagem, o Gustavo, realmente participava da história. E aí eu percebi: ‘cara, vou ter que me debruçar em cima disso.’ Por sorte, paralelamente, eu estava fazendo um curso da Globo, que chamava oficina de atores da Globo. Então, eu tive uma pequena experiência anteriormente à gravação.”

E aí como foi essa experiência? Aí já nas gravações? Com todos os atores jovens, como que era?

Continua após a publicidade

“Foi muito legal. Na verdade, esse piloto, ele foi realmente um piloto, pra vender o projeto. Então, a gente teve duas etapas. Gravamos o piloto no mesmo lugar que a gente passou depois a gravar o programa. Mas sem saber se iria dar certo, sem saber se ele seria aprovado, sem saber se ele seria comprado por alguma das emissoras, né? Como eu disse, ele estava na mesa ali pra Globo e pro SBT, que eu lembro, analisarem.

Mas, só fomos ter o resultado bastante tempo depois. A gente se juntou como elenco durante uns oito, nove dias pra fazer o piloto. E depois a gente se distanciou e a gente se encontrava vez ou outra em testes também. Nesse tempo a gente falava muito disso. ‘Pô, já faz um mês, dois meses, três meses, quatro meses, cinco meses lá. Não deu, desencana’.

Até que, nove meses depois, veio a confirmação de que a ideia original do programa tinha sido comprada pela TV Globo. E que nós deveríamos fazer novos testes. Aí foi um banho de água fria pra todo mundo. A gente pensava: ‘ah, agora danou, vai ser fulano, vai ser ciclano, que já tem mais experiência, a gente vai ficar de fora.’

Continua após a publicidade

E realmente tiveram novos testes, não foram todos que passaram, infelizmente, mas é o jogo da vida do ator. Mas foram, sei lá, acho que 85% dos atores que tinham feito o piloto se mantiveram. Aí a gente começou em um programa especial de fim de ano, do ano de 1998.”

E aí depois de Sandy e Júnior, vieram novelas, cinema, teatro, e até trabalhos como repórter do Videoshow, né? Olhando pra esse começo, teve algum momento que você sentiu que precisava provar que você não era só mais um galã, e sim um ator versátil?

“Ah, na verdade, primeiro precisava me provar que era um galã [rs]. O meu jogo talvez tenha sido o inverso.

Continua após a publicidade

Eu pensava: ‘cara, as pessoas acreditam no que eu tô falando, acreditam na maneira que eu interpreto, acreditam que eu sou esse cara capaz de namorar a personagem da Mariana Ximenes, namorar a personagem da Sandy e ter uma relação legal ali.’

Aí depois vieram novelas, que também ainda segui nesse caminho, como ‘Coração de Estudante’, ‘Agora Que São Elas’, com a Débora Falabella. Nesse momento eu já comecei a entender que essa parte da minha trajetória, vamos dizer, estava sendo cumprida. E aí sim, eu fui começar a buscar novos desafios, trazer um leque maior de repertório de personagens diferentes.

E aí é um processo meu muito pessoal em relação ao teatro, ao cinema, e a própria TV, em que eu comecei a sugerir personagens. Eu fiz um gaguinho, o Cristiano, que era um personagem mais frágil, cômico, na novela ‘Morde e Assopra’. Enfim, e aí o caminho foi se abrindo de acordo com os passos que eu achava importante dar.”

E aí você falou desses personagens muito diferentes que você fez, né? Teve algum que te marcou em especial na televisão?

Continua após a publicidade

“Ah, vários. Esse personagem de ‘Morde e Assopra’ era muito gostoso de fazer. Eu tinha a honra de encontrar em cena com a Adriana Esteves, então, era muito legal, divertidíssimo.

Teve o Marco Aurélio Baroni, da série ‘A Teia’, que é um personagem bem interessante também, em um gênero diferente, meio ação e drama psicológico. Depois teve o Domingo Salvador, na novela ‘Império’, que foi um outro grande personagem que eu tenho super carinho e que estourou uma bolha.

A gente percebe quando o personagem é querido pelo público, quando ele sai da esfera da televisão e dos jornais que falam especificamente de televisão. Quando o personagem se torna a fantasia de carnaval é muito interessante. O personagem que é um grande sucesso, ele cai no gosto popular, ele se transforma até em fantasia de carnaval, nos blocos de rua, e isso aconteceu com o Salvador.

Continua após a publicidade

É um personagem que eu tenho muito carinho, porque primeiramente é um personagem super desafiador na questão psicológica, psíquica, né, é um personagem com muitas camadas e desafios para ser interpretado, e, ao mesmo tempo, é um personagem que me deu a oportunidade de dar mais um passo em direção à abertura desse leque, de personagens, de interpretações, de capacidade artística, de entrega.”

E aí, depois, você viveu um período de afastamento na sua carreira, né? O que esse momento representou para você?

“Representou tempo, representou tempo livre, para viver a busca ali de um sonho da minha vida, que era encontrar a minha parceira e, depois disso, me dedicar a ela de uma forma integral, até chegar no momento onde a gente quisesse formar a nossa família.

Continua após a publicidade

E também tempo para estar perto da minha mãe, estar perto de lugares que eu há muito tempo estava um pouco mais distante, tipo São Paulo, meus amigos de São Paulo, minha família que estava em São Paulo, meus colegas de profissão de São Paulo, os diretores que eu trabalhei em São Paulo.

Então, eu me afastei da TV, mas eu continuei muito conectado com outras linguagens, como o teatro e o cinema.

E aí, como você falou, a sua família ganhou um espaço importante na sua vida nos últimos tempos, né? O que a paternidade mudou em você?

Continua após a publicidade

Mudou tanta coisa, mas eu acho que talvez o que tenha mudado mais seja a questão de desfocar de si, sabe, das suas vontades, do seu ego, da sua vaidade, do seu tempo para você mesmo. Eu passei a olhar como prioridade a minha mulher e a minha filha. E, em vários outros aspectos e percepções sobre a vida, eu mudei muito.

Tive a grata felicidade de viver quarenta e dois anos experimentando coisas, né? Experimentando relacionamentos, experimentando viagens, experimentando tempos meus alegres, tristes, felizes. Mas algo muito meu. ‘Ah, eu gosto disso, eu quero isso, eu vou ali, eu tenho isso, eu quero, eu, eu, eu, eu.’

E aí o casamento e depois a paternidade tiram esse olhar e esse compromisso com o eu e leva ele para o ‘nós’, para o que eu agora posso fazer por nós, o que eu devo fazer por nós, o que é minha responsabilidade para nós. E aí eu acho que é onde muda tudo.

Continua após a publicidade

A partir disso, mudamos a nossa capacidade de sentir o amor, de dar o amor. A capacidade de sentir o afeto e dar o afeto. A capacidade se preocupar, de se concentrar, de se dedicar. Eu acho que tudo se expande com a paternidade. Tudo aumenta, né, a capacidade de um pai que tá cuidado pela sua parceira ou de um marido que tá cuidado pela sua filha, com o olhar de afeto. O homem, ele se potencializa, e é isso que eu acho que aconteceu assim comigo.”

E aí agora você está de volta na televisão, na novela ‘Por Você’. E o que fez você sentir que era a hora de voltar para as novelas? Você teve algum receio? ‘Será que eu tenho que voltar? Será que não?‘

“Cara, eu tive, mas a minha mulher sempre me incentivou muito. Ela tá sempre me colocando de frente com o desafio de uma forma que ela me dá muito suporte. Então, essas dúvidas, esses ‘e se’, ou porquês se desfazem nas nossas conversas e nos nossos objetivos. Era uma vontade minha, um desejo meu.

Continua após a publicidade

Confesso que tive, sim, alguns receios, principalmente por ter que voltar pro Rio de uma forma muito rápida. Eu tava já há sete anos em São Paulo. A nossa estrutura toda, a nossa base, a nossa rede de apoio tava toda em São Paulo. Então, foi um processo até conseguir estabelecer um lugar de uma melhor logística, de uma melhor estrutura, um lugar que comportasse a nós com um mínimo de conforto, pra essa fase não ser um perrengue, e sim, ser um momento importante, assim.

Então, eu me dediquei muito a cuidar desses aspectos, enquanto a Luísa tava me dando a segurança de que é isso mesmo, vamos nessa, vamos junto, eu vou com você, a Manoela vai, a gente vai tá junto, a gente vai passar por esse momento, que é um baita momento sonhado e desejado por mim, por ela também, juntos, curtindo. E, pô, é o que tem sido, graças a essa união.”

E a sua filha já te viu alguma vez na televisão?

Continua após a publicidade

“Já. Não muitas vezes, mas já. É uma questão também, mostrar tudo pra ela de uma vez, por isso a gente tá tateando com calma. Mas, por exempli, programas, algumas cenas da novela, participação no Caldeirão, que já é algo mais próximo a mim, né, sou eu ali, não o personagem. Mas tá acontecendo.”

Me fala um pouquinho sobre o que a gente pode esperar do seu personagem ao longo da trama de ‘Por Você’?

“O Ricardo é um personagem muito parceiro, ele é parceiro da Bela, ele é parceiro do Gabriel, ele é um profissional muito dedicado e de excelência, com um cargo de responsabilidade grande na diretoria da parte cardiológica do hospital.

Continua após a publicidade

Ele é um cara que tá sempre positivo, sempre ajudando e cuidando pra que as situações fiquem bem. Mas também tem algumas coisas que vêm de encontro a ele, do tipo, essa questão da solitude, né, de ser um solteiro convicto. Até quando? Por quê? Será que alguém pode mexer com isso? A questão da paternidade, talvez, eu acho que tem pontos aí de fragilidade que podem surgir, pra ele ter que lidar com algo diferente do que já está em curso.”

E como são os bastidores? Você tem muitas cenas com o Thiago Lacerda, com a Renata Sorrah, como é essa relação de vocês?

“Nossa, pra mim é muito honroso estar com Thiago Lacerda, Renata Sorrah, Alinne Moraes, que é uma parceira da minha primeira novela, a Sheron Menezes, que é uma uma brilhante atriz, assim, uma mulher super dedicada, porque vou te contar, ser protagonista de uma novela não é fácil e ela tá fazendo um trabalho primoroso.

Continua após a publicidade

As crianças, que são uma doçura, o Cauê Campos, o Milhem Cortaz, que é um grande amigo de São Paulo, fez comigo, um dos meus primeiros filmes, Ângelo Antônio, a Giovanna Grigio, que é uma graça, uma brilhante atriz também.

Eu acho que o grande ponto alto dessa novela, pra além do texto, que é um texto que eu tenho um respeito muito grande, pela escrita do Dino Cantelli e da Juliana Peres, que é uma história que provoca sentimentos no espectador. É o que eu tenho visto, e é o que eu tenho ouvido também.

Eu assistindo, pô, toda hora eu choro. É impressionante, cara. Toda hora eu tô dando uma choradinha. Aí, pô, eu encontro as pessoas na rua, as pessoas: ‘cara, que legal, a novela, ela é séria, mas, ao mesmo tempo, ela é leve, ela fala dos sentimentos de uma forma tão bonita.’

Continua após a publicidade

Essa questão do luto, poxa, que coisa bonita como ela trata esse momento tão difícil na vida. E, ao mesmo tempo, que cenas emocionantes. Então, essa parte é uma parte que deixa o elenco feliz, porque a novela, a história, ela afetou o público de uma forma bonita.

Então, isso pra gente é uma glória, é uma bênção. E aí, pô, tem esse elenco que, como eu tava dizendo, é um ponto altíssimo do que eu acho que a dramaturgia pede, um elenco que conhece a televisão, que é visto, que foi criado pela televisão.

Tem muitos atores que são atores de televisão. Eu sou um deles, eu nasci na televisão, a minha trajetória começa na televisão. Então, eu acho que o público gosta de poder ver essas caras, esses atores e atrizes que fizeram parte também da história da teledramaturgia e da vida desses telespectadores, existe uma conexão muito boa.”