Quem são os brasileiros que votam no Oscar 2026?

Atualmente, o país tem entre 60 e 65 membros votantes, número recorde, mas que representa menos de 1% do total

Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Wagner Moura ajudam a definir indicados nas categorias de atuação

Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Wagner Moura ajudam a definir indicados nas categorias de atuação | Reprodução

A presença de brasileiros na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, nunca esteve tão em debate quanto em 2026.

Com o cinema nacional em alta após o destaque de produções como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, cresceu o interesse sobre quem são os profissionais do Brasil que participam da votação da maior premiação do cinema mundial.

Atualmente, o país tem entre 60 e 65 membros votantes, número recorde, mas que representa menos de 1% do total de quase 11 mil integrantes da Academia. Apesar da visibilidade, os dados mostram que o grupo, sozinho, não tem força para decidir uma categoria.

Como funciona a votação do Oscar

O sistema de votação da Academia é dividido por áreas. Cada profissional vota primeiro dentro da própria categoria para definir os indicados, atores escolhem atores, diretores votam em diretores, e assim por diante.

Já na categoria principal, Melhor Filme, todos os membros votantes podem participar, independentemente da área de atuação.

Isso significa que nomes como Fernanda Montenegro e Wagner Moura ajudam a definir indicados nas categorias de atuação, enquanto cineastas como Fernando Meirelles participam das escolhas na direção.

Atores brasileiros que votam no Oscar

O ramo de atuação reúne alguns dos nomes mais conhecidos do cinema nacional:

  • Fernanda Montenegro, indicada ao Oscar por Central do Brasil;
  • Fernanda Torres;
  • Sônia Braga;
  • Alice Braga;
  • Wagner Moura;
  • Selton Mello;
  • Rodrigo Santoro;
  • Maeve Jinkings.

Diretores, produtores e técnicos na lista

O Brasil também tem forte representação entre cineastas e profissionais técnicos, muitos com carreira internacional consolidada:

  • Walter Salles;
  • Kleber Mendonça Filho;
  • José Padilha;
  • Anna Muylaert;
  • Karim Aïnouz;
  • Carlos Saldanha;
  • Alê Abreu;
  • Petra Costa;
  • Carlinhos Brown.

Além deles, diretores de fotografia, montadores e compositores também fazem parte do grupo, ampliando a presença brasileira em diferentes áreas da indústria.

A polêmica do “voto em bloco”

Durante a temporada 2026, o diretor espanhol Oliver Laxe sugeriu que brasileiros poderiam votar de forma “ultranacionalista” em produções do próprio país. A teoria, no entanto, não se sustenta matematicamente.

Com cerca de 0,6% dos votos totais, o Brasil não teria como eleger sozinho um vencedor sem apoio majoritário de membros dos Estados Unidos e da Europa.

Crescimento e reconhecimento internacional

Nos últimos anos, a Academia ampliou convites a profissionais latino-americanos, incluindo brasileiros nas turmas de 2023, 2024 e 2025. O movimento reflete um esforço de diversificação e maior representatividade global.

Mais do que influenciar resultados, a presença brasileira garante que produções nacionais e latinas sejam vistas e debatidas dentro da principal premiação do cinema mundial.

O aumento do número de votantes do Brasil simboliza não apenas crescimento, mas o reconhecimento da força do audiovisual brasileiro no cenário internacional.