Rapper L7nnon vence Yoko Ono na Justiça e vai manter nome artístico

Decisão aponta que uso de nome artístico do brasileiro não irá impactar negativamente em nada na história ou no patrimônio de John Lennon

Segundo apontado pela defesa do artista brasileiro, ao trocar em seu nome artístico a letra 'E' pelo número '7', há uma identidade visual única

Segundo apontado pela defesa do artista brasileiro, ao trocar em seu nome artístico a letra 'E' pelo número '7', há uma identidade visual única | Divulgação/Casio

Em uma batalha judicial no mínimo curiosa, a Justiça brasileira rejeitou um pedido de Yoko Ono, viúva de John Lennon (1940-1980) e permitiu que o rapper brasileiro L7nnon seguisse utilizando o nome artístico.

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Yoko Ono alega que o nome utilizado por Lennon dos Santos Barbosa Frassetti pode gerar confusão e uma associação errônea com o do ex-integrante dos Beatles.

O caso começou quando a viúva do cantor britânico entrou com um pedido para impedir que o cantor brasileiro seguisse com o uso do nome artístico. Inicialmente, ele foi acatado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), fazendo o caso repercutir na Justiça.

Defesa do rapper

Segundo apontado pela defesa do artista brasileiro, ao trocar em seu nome artístico a letra “E” pelo número “7”, há uma identidade visual única.

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Além disso, o nome de batismo do rapper, Lennon, é uma homenagem não ao cantor, mas a um personagem da novela Top Model, de 1990.

A 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) entendeu, em sua maioria, que “deve prevalecer a solução que permite a coexistência pacífica das marcas, fundamentada na ausência de confusão real no mercado”.

“Considera-se que o sinal ‘L7NNON’ apresenta estilização gráfica relevante com a substituição da vogal ‘e’ pelo numeral ‘7″‘, criando identidade própria que se comunica com o público jovem e urbano, consumidor de rap e trap, diferenciando-o do público associado a John Lennon e ao rock. A distância temporal e cultural entre as propostas artísticas reduz a possibilidade de associação com o espólio de John Lennon”, diz trecho do acórdão.

Ainda segundo a decisão da Justiça brasileira, L7nnon seguir com o nome artístico que já utiliza hoje não irá impactar negativamente em nada na história ou no patrimônio de John Lennon.

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Yoko Ono ainda pode recorrer da decisão.