Segundo dia do Grupo Especial leva emoção e grandiosidade ao Anhembi

Carros monumentais e fantasias luxuosas chamaram a atenção do público

Desfiles do Grupo Especial reuniram luxo, crítica social e emoção no Sambódromo do Anhembi

Desfiles do Grupo Especial reuniram luxo, crítica social e emoção no Sambódromo do Anhembi | (Liga/SP)

O segundo dia de desfiles do Grupo Especial das escolas de samba de São Paulo, realizado na noite de sábado (14) para domingo (15) de fevereiro de 2026, no Sambódromo do Anhembi, trouxe apresentações marcantes com enredos que celebraram histórias afro-brasileiras, figuras icônicas, povos indígenas e manifestações religiosas.

Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel e Império de Casa Verde foram os grandes destaques da noite, conforme reportado pelo G1, com carros alegóricos grandiosos e fantasias elaboradas que empolgaram o público.

Além das escolas citadas, Águia de Ouro, Escola do Terceiro Milênio, Tom Maior e Camisa Verde e Branco completaram o desfile, explorando temas como liberdades holandesas, compositores sambistas, espiritismo e orixás, mantendo o alto nível do carnaval paulistano.

A apuração oficial ocorre na terça-feira (17), definindo as campeãs entre as agremiações que respeitaram o tempo limite de 65 minutos, com exceção do Camisa Verde e Branco.

Império de Casa Verde

A Império de Casa Verde abriu a noite com um enredo sobre joias afro-brasileiras, celebrando o empoderamento feminino e a resistência das escravizadas de ganho com seus balangandãs.

O desfile impressionou pelo abre-alas dourado, altares sincretistas e rainhas africanas em carros luxuosos, além de fantasias brilhantes e elaboradas que destacaram a riqueza visual da escola.

Águia de Ouro

A Águia de Ouro homenageou Amsterdã com o enredo “Mokum Amesterdã: o voo da Águia à cidade libertária”, recriando casinhas, moinhos e tulipas no Anhembi.

A escola enalteceu Anne Frank, Van Gogh e a liberdade LGBTQIAPN+, incluindo um bonecão de maconha para representar o “verde permitido”, completando o desfile mais rápido da noite em 58 minutos.

Mocidade Alegre

A Mocidade Alegre exaltou a atriz Léa Garcia no enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, com comissão de frente estrelada por Thelma Assis e Fred Nicácio.

Carros como o abre-alas com indumentárias africanas e uma alegoria de Iemanjá que soltava água encantaram o público. A escola, vice-campeã recente, concluiu o desfile dentro do tempo, apesar da correria nos minutos finais.

Gaviões da Fiel

Os Gaviões da Fiel defenderam os povos originários e as florestas em um enredo sem o verde predominante, exibindo o maior carro do carnaval: um abre-alas de 72 metros que simbolizava a harmonia entre humanos, animais e plantas.

Homenagens a Sônia Guajajara, ao cacique Raoni e a um Cristo Redentor com cocar marcaram o desfile colorido e monumental da escola.

Escola do Terceiro Milênio

Em seu terceiro ano no Grupo Especial, a Escola do Terceiro Milênio rendeu tributo ao sambista Paulo César Pinheiro, com representações de Baden Powell, Clara Nunes e Dona Ivone Lara.

Um dos destaques foi o carro monocromático “Canto das Três Raças”, com bandeiras que defendiam “justiça social”, unindo samba, Mangueira e literatura em um desfile emocionante.

Tom Maior

De volta ao Grupo Especial, a Tom Maior narrou a trajetória de Chico Xavier e da cidade de Uberaba (MG), com referências a lendas locais, à indústria e a igrejas em alegorias como o abre-alas turquesa que representava as águas da cidade.

Um carro com temática indiana apresentou falha na iluminação, mas o desfile foi encerrado com uma celebração ao espiritismo, com rosas borrifadas sobre o público, impressionando pela grandiosidade.

Camisa Verde e Branco

Fechando os desfiles, o Camisa Verde e Branco celebrou manifestações ligadas a Exu, guardião das encruzilhadas, com bateria contagiante e alegorias de búzios, plumas, Maria Padilha e Zé Pelintra.

A escola ultrapassou o tempo limite ao desfilar por 66 minutos, após o último carro alegórico parar na pista e precisar ser empurrado, mas manteve a energia até o amanhecer.