A Semana Mundial do Espaço, celebrada entre 4 e 10 de outubro, costuma colocar os olhos do mundo nas grandes missões, nos astronautas e nas descobertas fora da Terra.
No universo dos videogames, porém, um dos personagens mais conhecidos do planeta já tinha feito sua própria viagem espacial muito antes.
Em 2007, Super Mario Galaxy levou Mario para fora do Reino dos Cogumelos e transformou a fórmula tradicional da franquia em uma aventura que brincava com planetas, gravidade e diferentes ambientes.
O jogo chegou ao Nintendo Wii e rapidamente se tornou um dos títulos mais marcantes da história da série. Em 2026, a atração virou um filme de sucesso nos cinemas.
Mario ganhou um universo inteiro para explorar
Até então, Mario já havia passado por castelos, ilhas, desertos, mundos subaquáticos e até viagens no tempo. Super Mario Galaxy mudou a escala da aventura.
Em vez de simplesmente percorrer uma fase da esquerda para a direita, o jogador passou a explorar pequenos planetas e corpos celestes que podiam ser vistos de diferentes ângulos.
Mario podia dar a volta em planetas inteiros, saltar entre diferentes superfícies e usar a gravidade de cada ambiente para avançar. Essa mecânica virou uma das principais características do jogo.
Em determinados momentos, o personagem precisava calcular os saltos levando em consideração a forma e a gravidade do planeta.
Assim, uma simples plataforma podia deixar de ser apenas uma plataforma. Ela podia estar embaixo de Mario, acima dele ou até mesmo do outro lado de um pequeno mundo.
A gravidade virou parte da brincadeira
O grande diferencial de Super Mario Galaxy estava justamente na maneira como o jogo transformava um conceito da física em mecânica.
Mario não precisava apenas correr e pular. O jogador precisava entender como cada planeta funcionava.
Alguns mundos tinham formatos extremamente pequenos, enquanto outros apresentavam superfícies curvas que permitiam ao personagem caminhar praticamente de cabeça para baixo.
A Nintendo conseguiu transformar uma ideia que poderia parecer complicada em algo intuitivo. O resultado foi uma experiência diferente até para quem já conhecia Mario há décadas.
Rosalina também marcou a aventura
A viagem espacial apresentou aos jogadores uma personagem que se tornaria importante na franquia: Rosalina.
Ela aparece no jogo como uma figura ligada ao observatório espacial e aos misteriosos Lumas, pequenas criaturas semelhantes a estrelas.
A história também ganhou um tom mais emocional. Rosalina apresenta ao jogador elementos de seu passado e estabelece uma ligação entre sua trajetória e os pequenos seres que vivem ao seu redor.
Para uma franquia conhecida principalmente por plataformas, humor e personagens coloridos, a Nintendo conseguiu colocar uma camada inesperadamente melancólica na aventura.
O jogo transformou o espaço em playground
Super Mario Galaxy não tentou reproduzir uma viagem espacial realista. Pelo contrário. A Nintendo criou um espaço completamente fantástico, cheio de planetas minúsculos, estrelas, criaturas, buracos negros, castelos e estruturas impossíveis.
Mesmo assim, a utilização da gravidade ajudou a criar uma sensação diferente dos outros jogos da franquia. Cada planeta funcionava quase como um brinquedo.
Mario podia correr por uma pequena esfera, ser lançado para outra e continuar a aventura em um cenário completamente diferente.
Essa estrutura também ajudou a evitar que o espaço se tornasse apenas uma mudança estética. Ele fazia parte da própria maneira de jogar.
Uma aventura que continua sendo lembrada
Quase duas décadas depois, Super Mario Galaxy continua entre os jogos mais celebrados da história de Mario.
O título também ajudou a mostrar como uma franquia criada originalmente para aventuras em plataformas poderia se reinventar sem abandonar aquilo que a tornou famosa.
Mario continuava pulando, coletando estrelas e enfrentando inimigos. A diferença era que agora o chão podia estar em qualquer lugar.
E talvez seja justamente essa a maior contribuição de Super Mario Galaxy para a história da franquia: transformar o espaço em mais uma extensão da imaginação da Nintendo.
Durante a Semana Mundial do Espaço, enquanto foguetes e missões reais mostram os limites da exploração humana, Mario lembra que os videogames conseguiram fazer algo diferente.
Eles permitiram que milhões de pessoas viajassem para outros mundos sem sequer sair da sala de casa.






