Viajar para locais isolados na pandemia é uma das tendências do turismo brasileiro. Afinal, evitar aglomerações são algumas das recomendações sanitárias. E uma cidade que segue isso até pela sua localização é Aurora do Tocantins, perto da divisa da Bahia e de Goiás.
Primeiro, para chegar até lá, de avião, pode descer em Brasília ou até Palmas, capital tocantinense. Há ônibus que levam até a cidade, se quiser fazer um passeio por conta própria. Há agências de viagem que disponibilizam um transfer até Aurora. Dá para ir de carro também. Por outro lado, os passeios aos pontos turísticos precisam ser agendados com guias, até porque eles conhecem os locais como ninguém.
Uma das curiosidades de Aurora do Tocantins é o nome: é a última cidade do estado que vê o sol nascer. Como ela fica na parte de trás das Serras Gerais, considerada a maior cadeia de serras do Brasil, o município vê o sol surgir por último. Mas é essa localização que traz algumas de suas maiores atrações.
O rio Azuis é uma delas. É considerado o menor rio brasileiro, com apenas 147 metros de extensão. Mas o nome do rio não é à toa: ele nasce em um barranco e a água cai em um lago, que tem no seu leito pedras de cor azul-esverdeado. A vista é das mais deslumbrantes. Ele deságua depois no rio Sobrado.
Aurora tem também mais de 200 cavernas, e algumas se tornaram pontos turísticos bastante procurados, como as grutas das Rãs e a do Sabiá. Elas não são extensas, chegam a no máximo 250 metros, são abafadas e secas. Somente quando chove, entre outubro e março, que há goteiras dentro da caverna – é nesse processo que surgem as estalactites, pontas de calcário que ficam penduradas no teto.
A gruta do Sabiá tem vários salões, mas a passagem entre eles é mais estreita. A das Rãs é maior e até tem um lago, mas ele ainda não foi totalmente explorado – não se sabe se ele se conecta com outras áreas ou se é um afloramento de algum rio. Nessas cavernas, já foram encontrados fósseis de animais como tatus gigantes e onças maiores que as de hoje. (Vanessa Zampronho)
