Brasil conquista bronze e ganha título inédito nas Olimpíadas

Com 164.497 de pontuação, atletas conquistaram 3º lugar na final por equipes da ginástica artística feminina

Equipe feminina de ginástica artística brasileira se encontra com crianças em parque de SP

Equipe feminina de ginástica artística brasileira conquista o bronze nas Olimpíadas 2024 | Gaspar Nobrega/ COB

Com a liderança de Rebeca Andrade, o Brasil fez pontuação de 164.497 na final por equipes da ginástica artística feminina e garantiu a medalha inédita na modalidade nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Vitória inédita

As cinco ginastas Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Julia Soares e Lorrane Oliveira fizeram história na tarde desta terça-feira (30/7) ao conquistar o título para a equipe feminina de ginástica artística brasileira.

O bronze por equipes nas Olimpíadas 2024 foi conquistado no último salto. A medalha inédita era aguardada há muito tempo. A pontuação final de Rebeca, 15.100, garantiu o bronze para a equipe, que torceu até o último instante.

Com histórico recente de pódios individuais, o Brasil ainda não tinha a conquista para o conjunto.

Evolução durante competição

O Brasil iniciou a competição pelo seu aparelho mais fraco, as assimétricas. Ficou em quarto após a primeira rotação, depois desceu para sexto depois de trave e solo. Com o salto de Rebeca, a equipe assumiu o pódio novamente.

Confira como foi a apresentação da seleção em cada equipamento:

Barras assimétricas

Lorrane Oliveira foi a primeira brasileira a competir. A ginasta é especialista nas barras e recebeu 13.000 pontos, um pouco menos do que a nota da classificada, que teve 13.233.

Com um curativo no supercílio após cair no aquecimento, Flavinha Saraiva foi a segunda brasileira a se apresentar, alcançando a nota 13.666.

Rebeca Andrade quase cravou sua série. Acertou a ligação de elementos, que não fez na classificatória, e teve uma saída praticamente cravada, recebendo 14.533 de nota. O Brasil terminou a primeira rotação em quinto lugar, somando 41.199.

Trave

Com sua entrada-assinatura, o Soares, Julia abriu as séries do Brasil na trave, ela que é finalista no equipamento, se desequilibrou e caiu, mas alcançou a nota 12.400.

Flavia Saraiva, na sequência, simplificou uma sequência de acrobacias e teve um grande desequilíbrio, mas se manteve firme na trave, não caiu e fechou bem, garantindo a nota de 13.433.

A ginasta Rebeca Andrade também teve um desequilíbrio grande quase no fim, mas fez uma série muito boa, com alto grau de dificuldade, e cravou a saída, recebendo 14.133.

Ao fim desta segunda rotação, o Brasil desceu para o sexto lugar, atrás de Grã-Bretanha e Romênia. 

Solo

Julia Soares deu início às apresentações da equipe brasileira ao som de Cheia de Manias, do Raça Negra, e de Milord, da cantora francesa Edith Piaf. Julia mostrou giros perfeitos durante o solo, mas teve dificuldade na chegada da terceira diagonal, com um passo grande para trás, e recebeu 13.233.

Flavinha encantou a plateia com uma série graciosa e animada, ao com do Cancan. A brasileira não fez sua série mais difícil e alcançou 13.533.

Rebeca teve dificuldade de cravar a chegada de duas acrobacias, mas evitou erros graves. Executou uma série de muita dificuldade e recebeu 14.200. Ao fim da terceira rotação, o Brasil seguia em sexto colocado.

Salto

Jade Barbosa fez um DTY, o Yurchenko com dupla pirueta. Com isso, chegou muito agachada, com o pé fora da linha, recebendo 13.366. 

Flavinha acertou o DTY. Não tão cravado, mas ainda assim um bom salto, que recebeu 13.900 e manteve a chama da esperança do Brasil acesa.

Com um Cheng bem executado, Rebeca Andrade fechou as apresentações brasileiras com um salto digno da campeã olímpica e mundial e recebeu nota 15.100.

Pódio

O ouro ficou para a equipe dos Estados Unidos, capitaneada por Simone Biles, que garantiu a vitória em sua apresentação de solo.

A prata ficou com a Itália.

Próximas finais

Veja quando serão as próximas finais da ginástica nas Olimpíadas 2024:

  • Final do individual geral (Rebeca Andrade e Flavia Saraiva): quinta-feira (1), às 13h15;
  • Final do salto (Rebeca Andrade): sábado (3), às 11h20;
  • Final das barras assimétricas (sem Brasil): domingo (4), às 10h40;
  • Final da trave (Rebeca Andrade e Julia Soares): segunda-feira (5), às 7h30;
  • Final do solo (Rebeca Andrade): segunda-feira (5), às 9h20/