A longevidade no futebol de alto nível é um desafio que poucos conseguem superar, especialmente quando o palco é uma Copa do Mundo.
Enquanto a maioria dos atletas se aposenta bem antes dos 40, um seleto grupo de “experientes da bola” provou que a experiência pode superar o vigor da juventude, estabelecendo recordes impressionantes no maior torneio do planeta.
Entre os jogadores de linha, apenas um entrou em campo em um Mundial acima dos 40 anos: o camaronês Roger Milla. Contudo, para a Copa de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, ao menos quatro jogadores podem igualar este feito.
O legado de Roger Milla
O recorde de jogador mais velho a atuar em uma Copa do Mundo pertence a Roger Milla, da seleção de Camarões. Com 42 anos e 39 dias, Milla quebrou a barreira da idade no Mundial de 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos, quando entrou em campo contra a Rússia durante a fase de grupos.
Além disso, ele marcou o gol na derrota por goleada para os russos por 6 a 1, sendo o jogador mais velho a já marcar em uma Copa do Mundo.
Craques acima dos 40 em 2026
A posição de única acima dos 40 a entrar em campo como jogador de linha, porém, será igualada por alguns nomes de peso.
Edin Dzeko, atacante da Bósnia e Herzegovina (40 anos), o croata Luka Modric, melhor do mundo em 2018 (40 anos), o lendário português Cristiano Ronaldo (41 anos) e o atleta do Qatar Sebastián Soria (42 anos) devem estar no Mundial e ajudar a igualar o feito do camaronês.
Do lado brasileiro, Thiago Silva, zagueiro histórico da Seleção e de equipes como Milan, Paris Saint-Germain, Chelsea e Fluminense, pode ajudar a compor a lista, uma vez que está entre os pré-selecionados, aos 41 anos.
O mais velho das Copas: Essam El-Hadary
No topo da lista de longevidade está o goleiro egípcio Essam El-Hadary. Ele se tornou o jogador mais velho a entrar em campo em um Mundial durante a Copa da Rússia, em 2018. No confronto entre Egito e Arábia Saudita, pela fase de grupos, El-Hadary atuou com 45 anos e 161 dias.
Com esse feito, ele superou a marca anterior do colombiano Faryd Mondragón, que havia jogado a Copa de 2014, no Brasil, aos 43 anos e 13 dias.
Os jogadores mais velhos da história das Copas
A lista dos atletas que romperam a barreira dos 40 anos conta com nomes lendários e goleiros que mantiveram a forma por décadas. Confira o ranking dos “vovôs”:
- Essam El-Hadary (Egito): 45 anos e 161 dias (2018);
- Faryd Mondragón (Colômbia): 43 anos e 13 dias (2014);
- Roger Milla (Camarões): 42 anos e 39 dias (1994);
- Pat Jennings (Irlanda do Norte): 41 anos (1986);
- Peter Shilton (Inglaterra): 40 anos (1990);
- Dino Zoff (Itália): 40 anos (1982);
- Ali Boumnijel (Tunísia): 40 anos (2006).
O desafio da longevidade na Copa de 2026
Manter-se em alto nível para disputar um Mundial deve se tornar um desafio ainda maior a partir de 2026. Esta será a primeira edição do torneio com 48 seleções, abandonando o formato de 32 participantes utilizado desde 1998.
Com o aumento de equipes, o caminho até o título ganha um jogo extra no mata-mata (a fase de 16 avos de final), totalizando 32 seleções avançando para as eliminatórias.
Em um torneio de tiro curto, a resistência física pode ser o fator decisivo entre o sucesso e a eliminação, colocando à prova se novos veteranos conseguirão desafiar o tempo e entrar para esta lista histórica. A presença de Neymar no Mundial, por exemplo, entra em xeque exatamente por este aspecto.



