Cuca saiu em uma semana; recorde é de técnico demitido após 10 minutos

Cuca teve uma passagem relâmpago, que assim como a de Júnior, durou somente duas partidas no comando do Corinthians

Cuca teve uma passagem relâmpago, que lembrou a de outro técnico que permaneceu somente duas partidas no comando do Corinthians.

Cuca teve uma passagem relâmpago, que lembrou a de outro técnico que permaneceu somente duas partidas no comando do Corinthians. | Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

Durou bem pouco, uma semana e dois jogos (uma derrota e uma vitória), a permanência de Alexi Stival, o Cuca, 59, no cargo de treinador do Corinthians.

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Pressionado pela repercussão de um caso de violência sexual em 1987, ele se desligou do time alvinegro na madrugada desta quinta-feira (27) -fora anunciado na quinta da semana passada.

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Cuca teve uma passagem relâmpago, que lembrou a de outro técnico que permaneceu somente duas partidas no comando do Corinthians.

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Foi em 2003, quando Leovegildo Gama Júnior (o mesmo Júnior que jogou pelo Brasil nas Copas de 1982 e 1986 e é comentarista esportivo) ficou dez dias na função. Demitiu-se depois de duas derrotas por 3 a 0.

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A queda de Cuca entra para a história do futebol como uma das mais rápidas, só que nem ele e possivelmente nem outro profissional conseguirá superar o inglês Leroy Rosenior no intervalo entre ser contratado e demitido.

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Demitido em apenas 10 minutos

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Hoje com 58 anos, Rosenior foi anunciado no dia 17 de maio de 2007 pelo Torquay United, atualmente na quinta divisão da Inglaterra.

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Nada mais, nada menos do que dez minutos depois, ele soube que nem começaria seu trabalho no clube, o qual dirigira de 2002 a 2006, devido a um fato inusitado e que é dificílimo de se repetir.

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Paralelamente ao anúncio da contratação de Rosenior, veiculou-se a notícia de que o Torquay fora adquirido por um consórcio local, que imediatamente definiu que o técnico seria Paul Buckle, ex-jogador do clube.

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A decisão tomada pela diretoria anterior estava invalidada, e Rosenior, desempregado.

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O dispensado Rosenior encarou a situação com ironia, conforme declaração dele publicada pelo jornal Mirror cinco dias depois do ocorrido.

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“Depois do choque, dei boas risadas. Obviamente, eles pensaram que eu tinha feito um trabalho fantástico depois de dez minutos e me deixaram ir.”

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Rosenior não treinou nenhuma equipe depois disso, optando por seguir a carreira de comentarista de futebol e também sendo ativista na luta contra o racismo no esporte.