A Espanha confirmou a força de seu elenco e garantiu vaga na semifinal da Copa do Mundo. Nesta sexta-feira, no Estádio de Los Angeles, a equipe espanhola venceu a Bélgica por 2 a 1, pelas quartas de final, com mais uma participação decisiva de Mikel Merino saindo do banco de reservas.
Fabián Ruiz abriu o placar para os espanhóis no primeiro tempo, De Ketelaere empatou antes do intervalo, mas Merino aproveitou uma falha do goleiro Lammens aos 42 minutos da etapa final para marcar o gol da classificação. Agora, a Espanha enfrentará a França na terça-feira (14/7), às 16h (de Brasília), no Estádio de Dallas.
A vitória passou diretamente pelas escolhas do técnico Luis de la Fuente. Fabián Ruiz começou entre os titulares na vaga de Pedri e marcou o primeiro gol. Já Merino, autor do gol da classificação contra Portugal nas oitavas, voltou a ser acionado durante a partida e decidiu novamente. Foi o quarto gol do meio-campista saindo do banco sob o comando do treinador.
O confronto também marcou um reencontro histórico. Há 40 anos, a Bélgica eliminou a Espanha nas quartas de final da Copa de 1986, nos pênaltis. Desta vez, os espanhóis conseguiram a revanche em uma fase eliminatória e avançaram entre os quatro melhores do Mundial.
A Espanha iniciou a partida com maior controle da posse de bola e encontrou seus principais espaços pelo lado direito, com Lamine Yamal. O jovem atacante levou vantagem em diferentes momentos sobre a marcação belga e participou das melhores construções ofensivas da equipe.
O primeiro gol saiu aos 29 minutos. Pedro Porro tabelou com Yamal e cruzou para trás. Dani Olmo finalizou, Courtois fez grande defesa, mas o rebote sobrou para Fabián Ruiz completar e colocar a Espanha em vantagem.
A Bélgica foi eficiente na resposta. Aos 39 minutos, Castagne acionou De Bruyne pela direita, e o meio-campista cruzou com precisão para De Ketelaere desviar de cabeça. Foi o primeiro gol sofrido pela Espanha nesta Copa, encerrando uma sequência de 650 minutos sem ser vazada.
O empate premiou a eficiência belga em um primeiro tempo dominado territorialmente pelos espanhóis. Enquanto a Espanha terminou a etapa com mais posse, finalizações e presença ofensiva, a Bélgica marcou em sua primeira conclusão ao gol.
No segundo tempo, a equipe de Luis de la Fuente manteve o controle, mas também precisou lidar com momentos de perigo. De Cuyper quase virou após boa jogada de Doku, enquanto De Bruyne obrigou Unai Simón a fazer uma defesa segura.
A Bélgica sofreu um problema importante aos 26 minutos, quando Courtois sentiu dores na coxa esquerda e precisou ser substituído por Lammens. A ausência do titular acabou sendo determinante na reta final.
Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou de fora da área, Lammens não conseguiu segurar e soltou o rebote na pequena área. Merino apareceu atento para empurrar para as redes e marcar o gol da classificação espanhola.
A Bélgica ainda teve uma última oportunidade nos acréscimos. Saelemaekers recebeu nas costas da defesa, driblou Unai Simón e tentou encontrar Lukaku, mas a marcação espanhola conseguiu bloquear o passe antes da finalização.
Com o resultado, a Espanha segue na disputa pelo título e agora terá pela frente a França, que eliminou o Marrocos nas quartas de final. A Bélgica se despede após uma campanha marcada pela reação depois de uma fase de grupos irregular, mas não conseguiu repetir contra os espanhóis a classificação histórica conquistada em 1986.
FICHA TÉCNICA
ESPANHA 2 X 1 BÉLGICA
Local: Estádio de Los Angeles, nos Estados Unidos
Data: 10 de julho de 2026 (sexta-feira)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)
Assistentes: Stuart Burt (Inglaterra) e James Mainwaring (Inglaterra)
VAR: Ramon Abatti (Brasil)
Cartões amarelos: Cubarsí e Laporte (Espanha); De Bruyne e Witsel (Bélgica)
GOLS
ESPANHA: Fabián Ruiz, aos 29 minutos do 1º tempo, e Mikel Merino, aos 42 minutos do 2º tempo.
BÉLGICA: De Ketelaere, aos 39 minutos do 1º tempo.
ESPANHA: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Mikel Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Ferran Torres) e Oyarzabal (Nico Williams). Técnico: Luis de la Fuente.
BÉLGICA: Courtois (Lammens); Castagne, Mechele, Ngoy e De Cuyper (Seys); Raskin, Vanaken (Lukaku) e De Bruyne (Saelemaekers); De Ketelaere, Trossard (Witsel) e Doku. Técnico: Rudi Garcia.
