Neymar e Marquezine, Endrick criança e Pix inexistente: como era o mundo quando a Argentina ganhou a Libertadores pela última vez

Em 2018, Messi ainda não tinha conquistado títulos pela Argentina, Flamengo não tinha Jorge Jesus, Gabigol ou Bruno Henrique, e Bolsonaro ainda não havia assumido como presidente

Neymar e Marquezine, CR7 na Juventus e Vingadores Guerra Infinita

O que mais chama atenção é perceber como era o mundo naquele 9 de dezembro de 2018/Reprodução

Em 9 de dezembro de 2018, o River Plate derrotou o Boca Juniors por 3 a 1, no Santiago Bernabéu, em Madri, e conquistou a Libertadores pela quarta vez. A final, que precisou ser transferida para a Espanha depois dos ataques ao ônibus do Boca em Buenos Aires, marcou também a última vez que um clube argentino ganhou a competição.

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Desde então, o futebol brasileiro tomou conta da América. O Flamengo ganhou em 2019, o Palmeiras venceu em 2020 e 2021, o Flamengo voltou a conquistar em 2022, o Fluminense levou em 2023, o Botafogo em 2024 e o Flamengo novamente em 2025. Foram sete títulos brasileiros consecutivos, enquanto nenhum argentino voltou a levantar a taça.

Naquele momento, ninguém poderia imaginar que aquela conquista do River sobre o Boca, em Madri, seria o início de uma espera argentina que já dura quase oito anos.

Argentina deixou de ser a ‘dona’ da Libertadores

A espera também mudou uma antiga provocação entre brasileiros e argentinos. Em 2009, um famoso comercial da Amanco brincava com a rivalidade: enquanto os brasileiros se orgulhavam do “pentacampeonato” mundial, os argentinos respondiam pelo cano com o número de Libertadores que tinham conquistado.

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A campanha fazia referência a 21 títulos argentinos naquele momento.

Em dezembro de 2018, quando o River ganhou a taça, a Argentina tinha 24 Libertadores contra 17 do Brasil. Hoje, depois da arrancada brasileira, o placar entre os países está empatado em 25 a 25.

O Brasil chegou à igualdade justamente com o título do Flamengo em 2025.

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Mas o que mais chama atenção é perceber como era o mundo naquele 9 de dezembro de 2018.

Neymar e Bruna Marquezine haviam acabado de terminar

O relacionamento de Neymar e Bruna Marquezine havia chegado ao fim menos de dois meses antes da final. Em 18/10/2018, a atriz confirmou a separação e disse que a decisão havia partido do jogador.

Naquele momento, Neymar era uma das maiores estrelas do PSG e do futebol mundial. O brasileiro estava no clube francês há pouco mais de um ano, enquanto Kylian Mbappé tinha apenas 19 anos e começava a dividir os holofotes com ele (tendo sido campeão do mundo meses antes).

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Messi ainda não tinha nenhum título pela Argentina

Em dezembro de 2018, Lionel Messi já tinha cinco Bolas de Ouro, mas ainda não havia conquistado um título pela seleção argentina principal.

A situação mudou completamente nos anos seguintes. Messi ganhou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024. Além disso, chegou a oito Bolas de Ouro, ampliando o recorde da premiação.

Também acumulou marcas históricas, como o recorde de participações em Copas do Mundo e a condição de primeiro jogador a marcar em todas as fases de uma mesma edição do Mundial.

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Cristiano Ronaldo troca Real Madrid pela Juventus e Modric é Bola de Ouro

Cristiano Ronaldo estava em sua primeira temporada pela Juventus. Poucos meses antes, havia deixado o Real Madrid após nove anos e quatro títulos da Champions League pelo clube espanhol.

Enquanto isso, Luka Modric acabava de quebrar a hegemonia de Messi e Cristiano Ronaldo na Bola de Ouro. Em 3/12/2018, o croata recebeu o prêmio e encerrou uma sequência de dez anos em que apenas os dois astros haviam vencido.

Flamengo sem Jorge Jesus, Gabigol e Bruno Henrique e com só uma Libertadores

O Flamengo de 2019 ainda estava longe de existir.

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Em dezembro de 2018, o clube havia terminado o Campeonato Brasileiro na segunda colocação e ainda não tinha Jorge Jesus, Gabigol ou Bruno Henrique, possuindo apenas uma taça da Libertadores na sua galeria.

A transformação aconteceria meses depois e culminaria no título da Libertadores de 2019, justamente contra o River Plate. Atualmente, o Flamengo é o brasileiro com mais conquistas: o único com quatro, sendo também o atual campeão.

Nenê cogitava se aposentar no São Paulo

Em 2018, Nenê tinha 36 anos e defendia o São Paulo. Naquele momento, ele admitia que encerrar a carreira no clube era uma possibilidade e dizia esperar conseguir jogar até depois dos 40.

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Oito anos depois, a previsão de aposentadoria ficou para trás: aos 45 anos, Nenê continua atuando profissionalmente, pelo Botafogo, da Paraíba, na Série C.

Endrick e Estêvão ainda eram crianças

Quando River e Boca decidiram a Libertadores de 2018, Endrick tinha 12 anos e Estêvão, 11.

Os dois ainda estavam nas categorias de base e sequer eram conhecidos pelo grande público. Hoje, ambos já passaram pelo futebol profissional e foram negociados com gigantes europeus.

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Bolsonaro era presidente eleito, e Temer ainda estava no cargo

No Brasil, Michel Temer ainda era presidente da República. Jair Bolsonaro já havia vencido a eleição, mas ainda não tinha tomado posse.

A diplomação de Bolsonaro e Hamilton Mourão aconteceria justamente no dia seguinte à final, em 10/12/2018. A posse só ocorreria em 1º de janeiro de 2019.

‘Vingadores: Guerra Infinita’ era o grande fenômeno do cinema

Na cultura pop, Vingadores: Guerra Infinita havia sido um dos grandes acontecimentos do ano.

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O filme da Marvel dominou as bilheterias e colocou Thanos no centro das conversas justamente meses antes de Vingadores: Ultimato chegar aos cinemas.

Pix, TikTok e ChatGPT ainda não faziam parte do cotidiano

Talvez a maior prova da distância seja tecnológica. Em dezembro de 2018, o Pix ainda não existia, o TikTok ainda não tinha se transformado no fenômeno mundial que conhecemos e o ChatGPT sequer havia sido lançado.

Brasil ouvia ‘Propaganda’ e ‘Vai Malandra’ e Drake dominava as paradas mundiais

Na música, sertanejo e funk dominavam as paradas brasileiras. No Spotify, os artistas mais ouvidos do país em 2018 foram Zé Neto & Cristiano, Jorge & Mateus, Anitta, Matheus & Kauan e Marília Mendonça. Entre as músicas, “Propaganda”, de Jorge & Mateus, liderou, seguida por “Vai Malandra”, de Anitta, “Largado As Traças, de Zé Neto e Cristiano e “Ao Vivo e a Cores”, de Matheus & Kauan com Anitta.

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E, se a referência for o mundo, o cenário era outro: Drake foi o artista mais ouvido globalmente no Spotify, enquanto “God’s Plan” liderou entre as músicas. O Spotify registrou mais de 8,2 bilhões de reproduções de Drake em 2018, tornando-o o artista mais ouvido da plataforma naquele ano.