Cidade de São Paulo identifica o primeiro caso do sorotipo 3 da dengue

A paciente é uma mulher de 48 anos, moradora da Vila Curuçá

A zona oeste do Rio tem as maiores taxas de incidência de dengue.

Atualmente, os quatro sorotipos da dengue estão em circulação no Brasil, ou seja, cada pessoa pode pegar a doença quatro vezes | Divulgação/Fiocruz

 A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo identificou o primeiro caso do sorotipo 3 da dengue, na região do Itaim Paulista, na zona leste da cidade. A paciente é uma mulher de 48 anos, moradora da Vila Curuçá.

Continua após a publicidade

Os sintomas surgiram em 24 de dezembro. No dia seguinte, ela procurou o Pronto Atendimento Dr. Atualpa Girão Rabelo, fez a sorologia, foi medicada e liberada.

Faça parte do grupo da Gazeta no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado
.

A paciente não tinha histórico de viagem recente, mas relatou ter visitado Suzano (Grande São Paulo) uma semana antes.

Continua após a publicidade

Segundo Luiz Artur Caldeira, responsável pela Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), ela procurou a unidade com sintomas leves da doença.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em todo o ano de 2023 foram identificadas dez amostras do sorotipo 3 da dengue.

Até o dia 10 de janeiro, a capital paulista já somou 286 casos de dengue. No mesmo período do ano passado houve 553 confirmações da doença um número 48,2% maior.

Continua após a publicidade

Em 2024, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde, Itaquera (zona leste) é o distrito administrativo com mais casos, com 36, seguido de Campo Limpo (zona sul), com 29, e Vila Jaguara (zona oeste), que soma 22.

Atualmente, os quatro sorotipos da dengue estão em circulação no Brasil, ou seja, cada pessoa pode pegar a doença quatro vezes. Quando um indivíduo é infectado por um deles adquire imunidade contra aquele vírus, mas ainda fica suscetível aos demais.

Quem contraiu as linhagens 1 ou 2 da dengue prevalentes no Brasil e se infectar pela 3 pode desenvolver um quadro grave da doença.