Saiba quem é Kat Torres, falsa guru presa por tráfico humano e trabalho escravo

Entenda como a ex-modelo foi de promessa no mundo da moda para peça central de um esquema internacional de exploração

Kat está presa no Brasil desde 2022

Kat está presa no Brasil desde 2022 | Reprodução/Facebook

Katiuscia Torres Soares, mais conhecida como Kat Torres, foi condenada a oito anos de prisão por tráfico humano e por submeter pessoas a condições análogas à escravidão.

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Detida desde novembro de 2022, a sentença foi proferida pelo juiz Marcelo Luzio Marques Araújo, da 10ª Vara Federal fluminense, e divulgada em 13 de julho de 2024

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Perfil da acusada: quem é Kat Torres

Katiuscia, uma ex-modelo e influenciadora digital paraense de 34 anos, tentou diferentes carreiras ao longo da vida. Inicialmente, mudou-se do Belém para o Rio de Janeiro na adolescência para seguir a carreira de modelo e, mais tarde, trabalhou com grandes marcas internacionais como Victoria’s Secret, Gillette e L’Óreal.

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Em 2017, ela explorou o campo literário com a publicação do livro “A Voz”, onde relata experiências de ouvir vozes e alega comunicação com entidades extraterrestres, conforme mencionado em uma entrevista para a Rede TV e uma reportagem do programa Fantástico.

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Conversão para life coach e atos criminosos

Transformando-se em life coach, Kat oferecia cursos que prometiam evolução espiritual, e sucesso financeiro e amoroso. Contudo, esses cursos eram parte de um esquema mais sinistro para atrair vítimas vulneráveis para os Estados Unidos sob a premissa de oportunidades e melhor qualidade de vida.

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Vítimas de Kat Torres

Duas dessas vítimas foram Desirrê Freitas e Letícia Maia, que relataram ter sido enganadas e submetidas a condições degradantes, inclusive exploração sexual, onde foram forçadas a trabalhar em clubes de striptease com jornadas extenuantes e, em alguns casos, suas imagens foram usadas em sites de prostituição.

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Prisão

A prisão de Kat ocorreu após sua deportação dos Estados Unidos, onde foi levada diretamente para o presídio feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. Ela se encontra em uma cela provisória enquanto aguarda o andamento do seu processo. Seu advogado já anunciou planos para apelar da condenação, alegando a inocência de sua cliente.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita