Temporal de granizo gera prejuízos em cidades da Baixada Santista

A queda de duas árvores grandes fizeram estragos em uma casa na esquina da Avenida Brasil com a Rua Maria do Carmo e em outra casa na Avenida Brasil, impedindo a passagem para o comércio local

Mais informações sobre estragos nas demais cidades serão atualizadas nesta matéria ao decorrer do dia

Mais informações sobre estragos nas demais cidades serão atualizadas nesta matéria ao decorrer do dia | Nair Bueno/DL

O susto que os moradores da Região tiveram na madrugada desta quinta-feira (26) foi só o início dos estragos causados pelo temporal de granizo que atingiu várias cidades da Baixada. O bairro Jardim Casqueiro, em Cubatão, foi um dos mais atingidos: árvores caídas na avenida principal e escolas sem aula.

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Segundo a Prefeitura, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comedc) informou que foi acionada sobre o destelhamento parcial de uma residência na Vila dos Pescadores. Também houve queda de duas árvores na Avenida Brasil, no Jardim Casqueiro, durante a madrugada. Ninguém ficou feriado nas ocorrências. “Nesta última, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Manutenção e Serviços Públicos estiveram no local logo cedo. Foi realizado o corte das árvores e a retirada dos galhos da rua, liberando o trânsito. O próximo passo será a retirada completa do vegetal. A CPFL foi chamada para realizar reparos na fiação e a energia elétrica já foi restabelecida”, explicou. A Comdec confirma que choveu granizo durante a madrugada em bairros da cidade. Ainda segundo a Defesa Civil, a média de chuva das últimas 24 horas foi de 9,9 milímetros.

Em Peruíbe, o temporal atingiu escolas da VIla Erminda. “O prefeito Luiz Mauricio e o secretário municipal de Educação, Felipe Bernardo, estão visitando nesta manhã as unidades municipais Professora Amália Berta Streit Sanchez, Professora Adriana Aparecida Almeida dos Santos e Professora Liliam Neri de Souza”. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, em algumas escolas foi necessária a suspensão das aulas desta quinta-feira (26).

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Em Guarujá, a Defesa Civil informou que o acumulado de chuvas das últimas 24 horas foi de 27,9mm, já o das últimas 72 horas foi de 28,1mm. Sem acionamentos até o momento. Nível vigente observação. A velocidade dos ventos chegou a 33,9 km/h às 2h38. Segundo relatos de moradores do município, muitas ruas ficaram alagadas até as 10 horas da manhã.

Em Itanhaém, algumas escolas tiveram aulas suspensas em decorrência de danos causados pelo granizo. “Ainda estamos realizando um levantamento de quantas unidades escolares”, explica a Prefeitura em nota encaminhada à reportagem. O Executivo de Bertioga também informou que de acordo com a Defesa Civil da cidade, que “o índice pluviométrico das últimas 24 horas foi de 29mm. Ainda de acordo com o órgão, houve chuva de granizo por volta de 2h da manhã”. No momento, a Prefeitura está atendendo o chamado de seis ocorrências de queda de árvores.

Três aldeias de etnia Guarani, em Itanhaém – a Rio Branco, Aldeinha e Nhanderekoa – sofreu com o temporal. Segundo informações obtidas pelo Diário do Litoral na manhã desta quinta-feira (26), mais de 200 indígenas, muitas crianças, estão totalmente desabrigados, precisando urgentemente de apoio social e comunitário. A chuvas e os fortes ventos arrancaram telhados, proporcionaram quedas de árvores, danificaram itens pessoas da comunidade. Os indígenas não têm lugar para passar a noite.

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Em Mongaguá, a Defesa Civil registrou mais de 70 quedas de árvores, sendo 06 sobre residências, na Estrada da Fazenda. “O local já foi desobstruído e as árvores estão sendo retiradas. A maior parte das ocorrências aconteceu em área de mata fechada. Não há nenhum desabrigado. Uma pessoa ficou ferida com escoriações leves. Foram registrados aproximadamente 18 milímetros de chuvas nas últimas 24 horas”, explica.

Já em Praia Grande, a Prefeitura informou por meio da Defesa Civil que não foram registradas ocorrências devido às chuvas nesta madrugada. Assim como, não há informações sobre chuva com granizo. O índice pluviométrico é de 22,5mm nas últimas 24h e 25mm nas últimas 72h. “A Prefeitura reforça ainda que em casos de emergências a população pode acionar a Defesa Civil pelo número 199”, reforça. 

A Prefeitura de São Vicente não atendeu ocorrências com relação à chuva. A informação é da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). “Houve pontos de alagamentos (Avenida Castelo Branco x Rua Eduardo Soto; Rua Augusto Severo x Avenida Galeão Coutinho), mas sem impedir o trânsito de veículos”, comenta. Na cidade também teve problemas com os semáforos localizados na Avenida Antônio Emmerich x Avenida Capitão Luiz Horneaux e Praça da Bandeira, que ficaram intermitentes, mas já estão normalizados.

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Além disso, uma unidade educacional apresentou pontos de vazamento e os mesmos já estão sendo reparados para atendimento normal no período da tarde. O Centro de Especialidades Odontológicas (Ceo) do Rio Branco também alagou com as fortes chuvas da madrugada. Por esse motivo, os pacientes que tinham agendamento foram acolhidos, orientados e reagendados. Equipes de limpeza foram encaminhadas para o local.

“A Defesa Civil afirma que o acumulado de chuva das últimas 72 horas na Cidade é de 29,5 mm e o nível do Município é de observação. O acumulado do mês de outubro até hoje (26) é de 321,1 mm”, explica a Prefeitura de São Vicente. O órgão afirma ainda que não foi acionado para atender solicitação de escorregamento em encostas, nem queda de árvores.

Em Santos, a Prefeitura informa que não há registros de ocorrências devido as chuvas na Cidade. Com relação aos serviços municipais, a Secretaria de Saúde informa que a Policlínica do Caruara ficou sem energia no período da manhã, porém já foi reestabelecida e o atendimento ocorre normalmente. Vacinas serão reabastecidas nesta sexta-feira (27).