A Ticketmaster respondeu à solicitação do Procon-SP sobre o vazamento de dados de 560 milhões de clientes, entretanto, as respostas não satisfizeram o órgão. No dia 31 de maio, o Procon-SP questionou a empresa se brasileiros tiveram os dados vazados, após ação do grupo de hackers ShinyHunters.
Resposta insuficiente
Segundo o Procon-SP, a Ticketmaster não apresentou provas de que brasileiros não foram afetados pela ação de hackers. Confira os pontos não abordados pela empresa, segundo o órgão paulista.
- Não detalhamento da política de mitigação de danos aos cidadões expostos, como imediata anonimização de dados, exclusão de dados prescindíveis, instauração de processo investigatório interno com ampla divulgação aos lesados
- Falta de informação sobre a criação de canal de atendimento específico para os consumidores que tiverem dúvidas ou mesmo evidências de que seus dados foram objeto de vazamento
Apesar de, até o momento, não terem sido registradas reclamações, diante da ausência de esclarecimentos adequados por parte da empresa e da gravidade da situação, o caso será encaminhado para a equipe de fiscalização adotar as providências pertinentes conforme as determinações do Código de Defesa Do Consumidor.
Solicitação do Procon-SP
No dia 31 de março, o órgão de defesa paulista notificou a empresa a respeito do caso. Confira os questionamentos enviados à empresa Ticketmaster.
- Informações sobre como os dados dos consumidores são captados e permanecem armazenados nos servidores da empresa
- Quantos cadastros de brasileiros foram eventualmente atingidos
- Quais os procedimentos da Ticketmaster em relação à LGPD brasileira foram adotados
*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita
