O que acontece com alguém que foi superprotegido pelos pais na infância, segundo psicólogo

Especialista fez um alerta muito importante às mães e aos pais

Proteger seu filho é algo natural entre os bons pais

Proteger seu filho é algo natural entre os bons pais | Freepik

Proteger seu filho é algo natural entre os bons pais. Contudo, existem limites que separam uma proteção saudável de uma superproteção exagerada.

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O psicólogo Rafa Guerrero, em entrevista a um podcast espanhol, analisou o que uma proteção exagerada durante a infância pode causar ao chegar na fase adulta.

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Segundo ele, ao exagerar ao proteger um filho, os pais podem acabar contribuindo para o desenvolvimento de diversos aspectos negativos quando a criança se tornar uma adulta. Saiba mais abaixo.

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Os impactos de uma proteção exagerada dos pais durante a infância de um filho

Em entrevista ao podcast espanhol “Lo que tú digas” (O que quer que você diga, em português), apresentado por Álex Fidalgo, o psicólogo Guerrero analisou o impacto da superproteção de um filho e fez um alerta importante às mães e aos pais.

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Segundo ele, proteger demais acaba por impedir que as crianças enfrentem desafios ou tomem as próprias decisões, o que traz consequências negativas e duradouras.

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 “Uma criança que foi superprotegida pelos pais durante a infância se tornará extremamente indecisa quando crescer e não saberá estabelecer limites”, afirmou.

O especialista afirmou que a superproteção não apenas não é uma forma de amor como ainda se trata de uma projeção dos medos do adulto para a criança. Ou seja, o pequeno acaba recebendo traumas e receios que não vivenciados por ela, mas sim por seus pais, o que impede que ela tenha suas próprias experiências.

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“A superproteção ocorre quando um pai se permite ser guiados por seus próprios ‘medos de infância'”, explicou ele.

Esses medos, repassados para a crianças, além de ficar longe de as protegerem, ainda dificultam a autonomia e o desenvolvimento emocional delas.

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Estas atitudes chegam como uma mensagem negativa, como se fosse um “você não é capaz” e acabam afetando a autoconfiança dos pequenos, que consequentemente ao se tornarem adultos, permanecerão com os problemas.

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Medo dos pais bloqueia a curiosidade dos filhos

Ao serem protegidos em excesso por seus pais ou responsáveis na infância, as crianças se tornam adultos com baixa tolerância à frustração, dependentes, inseguros e com grande dificuldade em tomar decisões ou estabelecer limites pessoais.

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“As crianças começam delegando tarefas aos pais e acabam sentindo que não conseguem fazer as coisas sozinhas”, alertou Guerrero.

Este medo dos adultos pode causar tamanha insegurança nas crianças que atitudes cotidianas como andar de bicicleta ou jogar futebol ou ações simples como a de pegar um copo d’água ou guardar um brinquedo podem se tornar “assustadoras” para os pequenos.

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Ele afirmou que as crianças devem provar de suas próprias ações, atiçarem sua curiosidade, e tirar as conclusões por si próprias. O medo de que aconteça algo com o filho acaba impedindo o impulso natural em direção à autonomia em que as crianças vivem suas primeiras experiências.

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“As crianças não têm medo; elas são curiosas”, insistiu ele.

O erro também ajuda

Acontece que, segundo Guerrero, as coisas darem erradas para as crianças também faz bem. Isso porque é errando que se aprende e se evolui em diversas tarefas.

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O psicólogo afirmou que não se trata de deixar as crianças jogadas no mundo sem amparo, mas sim de um acompanhamento sem interferir constantemente. Agir só deve ser necessário se for para evitar algo mais sério. Para ele, erros, frustrações e repetições são fundamentais para o processo de aprendizagem.

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Desta forma, as emoções que são realmente vividas pelas crianças se tornam mais válidas para elas. O fracasso em uma ação as incentiva a tentar novamente e não as impede de enfrentar momentos difíceis quando necessário. Assim, já chegam na fase adulta com resiliência.

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“A primeira vez que você pega uma faca, você não faz direito; a primeira vez que você joga boliche, você não consegue”, ressaltou.

Amor incondicional ajuda mais que a proteção

Por fim, Rafa Guerrero afirmou que um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento da criança é o amor incondicional. Amar as crianças pelo o que elas são, fazem, gostam e sentem, independentemente de desempenho e conquistas, é o que constrói uma autoestima saudável.

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Segundo ele, o afeto não deve depender de notas ou habilidades, mas de algo muito mais simples.

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“Eu amo meus filhos pelo simples fato de serem meus filhos”, enfatizou.

O excesso de limites impostos na infância podem acabar se tornando uma espécie de corrente invisível que o indivíduo terá que carregar por toda a vida adulta.

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Guerrero encerrou reforçando recado principal: superproteger não é proteger, é limitar.