190 milhões de mosquitos por semana nascem em SP e isso é uma excelente notícia!

Entenda por que a criação de mosquitos está sendo uma estratégia elogiada pela ciência

Técnica de substituição populacional já integra o Programa Nacional de Combate à Dengue.

Técnica de substituição populacional já integra o Programa Nacional de Combate à Dengue. | Ilustração/Gazeta SP

Em 2025, Campinas, no interior paulista, passou a abrigar uma biofábrica da Oxitec preparada para produzir mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, tecnologia que bloqueia a transmissão de dengue, zika e chikungunya. 

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A unidade tem capacidade para gerar até 190 milhões de mosquitos por semana.

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A promessa é usar “caixinhas” com ovos para disseminar a Wolbachia em áreas urbanas, estratégia já incorporada ao Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD) do Ministério da Saúde. desde janeiro do ano passado e aplicada em ao menos 11 cidades brasileiras.

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Como funciona a tecnologia

A Wolbachia é uma bactéria intracelular que não se transmite a humanos ou animais e está naturalmente em cerca de 60% dos insetos.

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Inserida no Aedes aegypti, ela impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se multipliquem no mosquito, reduzindo assim o risco de transmissão quando o inseto pica uma pessoa.

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Produção e logística da biofábrica

A biofábrica de Campinas não só cria insetos, mas produz caixinhas que guardam ovos do mosquito com Wolbachia.

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Dentro das caixas há também uma dieta que permite às larvas se desenvolverem ao receber água. Ao eclodirem, os mosquitos adultos saem por pequenos furos e iniciam o acasalamento local.

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Dados práticos

Alguns números e características que ajudam a entender o alcance da iniciativa:

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  • Capacidade anunciada: até 190 milhões de mosquitos por semana.
  • Autonomia das caixinhas: 28 dias.
  • Área de proteção por caixinha: até 5.000 metros quadrados.
  • Validação: método já testado em diversos países.

Desde janeiro de 2025, a técnica de substituição populacional com Wolbachia faz parte do Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD) do Ministério da Saúde.

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Segundo matéria do portal g1, o método já está em uso em ao menos 11 cidades brasileiras, o que mostra adoção crescente dentro do País.

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A proposta promete diminuir casos de dengue e outras arboviroses de forma sustentável, sem uso de pesticidas tóxicos.

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A ideia é que, ao substituir gradualmente a população local de Aedes por mosquitos que não transmitem vírus, o risco de surtos diminua com o tempo.