3 medicamentos para dormir aumentam o risco de demência; saiba quais são e evite-os

Conforme o estudo, o uso contínuo destes remédios aumentam o risco de desenvolvimento da doença em até 79%

Algumas pessoas, com dificuldades para dormir, precisam recorrer a medicamentos para conseguirem pegar no sono

Algumas pessoas, com dificuldades para dormir, precisam recorrer a medicamentos para conseguirem pegar no sono | jarmoluk/Pixabay

Algumas pessoas com dificuldades para dormir precisam recorrer a medicamentos para conseguir pegar no sono. Porém, esta ação, pode trazer consequências graves a longo prazo.

Segundo o estudo “Saúde, Envelhecimento e Composição Corporal”, publicado recentemente na revista científica Journal of Alzheimer’s Disease, o uso recorrente de três remédios aumentam o risco da pessoa desenvolver demência. Saiba quais são abaixo.

Quais são os 3 medicamentos que aumentam o risco de demência?

A pesquisa foi conduzida pela Universidade da Califórnia, de São Francisco, nos Estados Unidos e revelou que três medicamentos muito utilizados pelas pessoas para dormir, trazem riscos graves. Entre os riscos, o desenvolvimento de demência. São eles:

  • Zolpidem;
  • Clonazepam;
  • Diazepam.

Além deles, alguns medicamentos antidepressivos também causam o mesmo efeito negativo no corpo humano e deveriam ser evitados.

Conforme o estudo, o uso contínuo destes remédios aumentam o risco de desenvolvimento da doença em até 79%.

Como foi feito o estudo?

O estudo fez uma avaliação de três mil idosos sem demência por um período de nove anos, sendo 42% negros e 58% brancos. Ao longo da análise, 20% dos pacientes desenvolveram demência.

Segundo a pesquisa, participantes brancos que usavam “frequentemente” ou “quase sempre” remédios para dormir, tinham 79% mais chance de ter demência em comparação com aqueles que não tomavam a medicação ou faziam uso de forma rara

Já entre os participantes negros, que dependiam muito menos de medicamentos para dormir, também se observou um risco maior quando o uso era frequente.

Os pesquisadores levantaram ainda a possibilidade de que alguns medicamentos para dormir possam apresentar um risco maior de demência do que outros. Mais estudos serão feitos para chegar a uma conclusão mais detalhada.

Outras alternativas contra a insônia

Segundo o neurologista Yue Leng, principal autor do estudo, é importante ter mais cuidado com a intervenção farmacêutica em casos de insônia.

Ele recomenda a terapia cognitivo-comportamental como primeira alternativa para tratamento. Em relação aos medicamentos, a melhor opção é o uso da melatonina, caso a terapia não funcione.

Além da melatonina, a Gazeta separou oito dicas para controlar a insônia.

Importante reforçar que, em caso do consumo de bebida alcoólica, o uso de medicamentos, como os antidepressivos, não é recomendado.

Sobre os 3 medicamentos

O zolpidem é um medicamento que pertence à classe das drogas conhecidas como hipnóticos não benzodiazepínicos. Ele é usado principalmente para tratar a insônia, ajudando as pessoas a adormecerem mais rapidamente e a terem um sono mais prolongado.

O medicamento vem na forma de comprimidos e só está disponível mediante receita médica. A recomendação é que seja usado apenas a curto prazo.

O clonazepam, popularmente conhecido como Rivotril, age diretamente no sistema nervoso e tem ação de sedação leve, relaxamento dos músculos e efeito tranquilizante. É muito utilizado também para o tratamento de ansiedade.

Já o diazepam é um medicamento pertencente à classe das benzodiazepinas. Essas substâncias têm propriedades ansiolíticas, sedativas, anticonvulsivantes, relaxantes musculares e amnésicas.

Todos estes medicamentos possuem efeitos colaterais, entre eles, o da sonolência.