Publicidade

X

Diagnóstico tardio

Autismo em mulher: o que muda e como reconhecer

As mulheres autistas, muita vezes, demoram para ter diagnóstico pois camuflam os sintomas e sinais; saiba mais sobre o autismo em mulheres

Suzana Rodrigues

Publicado em 02/04/2024 às 09:30

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

Publicidade

Autismo em mulheres / shutterstock

O Transtorno de Espectro Autista (TEA) possui níveis diferentes, chamados de níveis de suporte, e por isso pode tornar o diagnóstico mais desafiador, caso o nível de suporte seja baixo. Para haver mais visibilidade existe o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Além disso, os sinais de autismo em mulheres são iguais aos apresentados nos homens, mas, a forma na qual é demonstrado gera uma maior incidência de diagnósticos tardios.

A psicóloga e neuropsicóloga, Claudia Souza, explicou sobre o assunto.

Diagnóstico de autismo tardio em mulheres

De acordo com a psicóloga, a partir dos dois anos já é possível ter um diagnóstico de autismo. Essa descoberta pode afetar a qualidade de vida de quem possui o TEA.

“Sabendo o diagnóstico de forma precoce e seguindo com uma intervenção, trará mais benefícios para o desenvolvimento da criança”, afirmou Claudia

Mas, em mulheres, o reconhecimento do transtorno costuma vir quando são adolescentes ou adultas, devido ao comportamento apresentado.

“Muitas mulheres com nível de suporte 1 acabam por camuflar os sintomas para serem aceitas na sociedade, com isso muitos diagnósticos acabam sendo tardios”, pontuou a neuropsicóloga

As diferenças do autismo em homens e mulheres

De acordo com a especialista, um dos motivos para o diagnóstico não ser decretado da mesma forma que em homens é que, além da camuflagem, muitas vezes, mulheres possuem outros transtornos ou doenças associados.

“Nas mulheres, os sintomas de autismo são muitos sutis, enquanto nos homens eles são mais significativos. Além disso, muitas mulheres apresentam condições de ansiedade, depressão e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) que acabam por mascarar ou confundir os sintomas”, explicou Claudia

Como saber se minha filha é autista?

Para a especialista, quanto antes tiver o diagnóstico melhor será, pois poderá ser feita a intervenção e tratamento do transtorno.

Claudia explicou que para identificar os sinais é preciso ficar atento às fases em que a criança se encontra. 

“Observar o desenvolvimento da criança que deve estar de acordo com sua idade, a linguagem, o contato visual, interação social e coordenação motora. Qualquer suspeita levar ao profissional habilitado para dar o diagnóstico” comentou.

Consequências do diagnóstico tardio de autismo em mulheres

Em sua tese de pós-graduação, focado em diagnóstico tardio de autismo em mulheres. Claudia diz que a falta de diagnóstico pode acarretar outros problemas psicológicos nessas mulheres, como a falta de pertencimento e até mesmo a depressão.

“As mulheres autistas que não sabem que têm autismo podem enfrentar uma série de desafios emocionais, como tentar se encaixar em ambientes sociais que não são adequados para suas necessidades. Isso pode levar a sentimentos de isolamento, baixa autoestima e depressão”, escreveu a psicóloga

O que fazer após o diagnóstico de autismo?

Caso o diagnóstico de TEA seja fechado, é preciso começar um tratamento para que a pessoa possa ter mais qualidade de vida e autonomia.

“É preciso procurar uma clínica que trabalhe com Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e com equipe multidisciplinar, para que possa ser feita uma avaliação e a intervenção necessária para o tratamento”, concluiu Claudia

Apoie a Gazeta de S. Paulo
A sua ajuda é fundamental para nós da Gazeta de S. Paulo. Por meio do seu apoio conseguiremos elaborar mais reportagens investigativas e produzir matérias especiais mais aprofundadas.

O jornalismo independente e investigativo é o alicerce de uma sociedade mais justa. Nós da Gazeta de S. Paulo temos esse compromisso com você, leitor, mantendo nossas notícias e plataformas acessíveis a todos de forma gratuita. Acreditamos que todo cidadão tem o direito a informações verdadeiras para se manter atualizado no mundo em que vivemos.

Para a Gazeta de S. Paulo continuar esse trabalho vital, contamos com a generosidade daqueles que têm a capacidade de contribuir. Se você puder, ajude-nos com uma doação mensal ou única, a partir de apenas R$ 5. Leva menos de um minuto para você mostrar o seu apoio.

Obrigado por fazer parte do nosso compromisso com o jornalismo verdadeiro.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

EM MARÇO

Venda de carros 100% elétricos teve aumento de 973% em relação ao ano passado

Os híbridos venderam 7.411 exemplares em março, com aumento de 9,5% em relação a fevereiro deste ano e de 37,4% em comparação a março de 2023

Combate a dengue

Pesquisa do Procon-SP aponta queda de 6% nos repelentes; veja

Na pesquisa anterior, o preço médio era de R$ 25 e em abril, abaixou para R$ 23,52

©2021 Gazeta de São Paulo. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

Newsletter