Uma descoberta científica pode mudar a forma como consumimos frutas no dia a dia. Pesquisadores desenvolveram uma técnica de lavagem com ingredientes naturais que removem pesticidas, e cria uma espécie de proteção capaz de manter os alimentos frescos por muito mais tempo.
De acordo com estudos feitos pela University of British Columbia, a lavagem é feita com compostos biodegradáveis, que limpam melhor a superfície. Os resultados chamaram a atenção dos cientistas por desempenharem positivamente na conservação.
Segundo os cientistas, o custo de conservação é baixo e a ideia é torná-la acessível tanto para uso industrial quanto doméstico, possivelmente em forma de spray ou comprimidos para diluir na água.
O segredo da limpeza
A técnica utiliza partículas à base de amido, ferro e ácido tânico; essas substâncias estão presentes em chás e vinhos. Elas se conectam aos resíduos de pesticidas, facilitando a remoção de sujeiras que costumam permanecer mesmo após a lavagem tradicional.
Técnica com ingredientes naturais aumenta a durabilidade das frutas (Reprodução: YouTube)O grande diferencial após a limpeza, é que as frutas recebem uma camada fina e comestível, funcionando como uma proteção. Essa camada retém mais água, evita o escurecimento e ainda dificulta a proliferação de bactérias, ajudando a manter a fruta mais saudável.
O que colabora, já que grande parte dos alimentos produzidos no mundo se perde entre a colheita e o consumo, muitas vezes por estragar antes da hora. Tecnologias como essa, ajudam a reduzir essas perdas que causam prejuízos.
Números e resultados positivos
Em testes com maçãs, o método conseguiu eliminar entre 86% e 94% dos pesticidas, desempenho bem melhor em relação à lavagem com água ou até mesmo com bicarbonato de sódio, que geralmente é eficaz, quando usado para a remoção desses resíduos.
Além de limpar melhor, nova abordagem mantém textura e aparência por mais tempo (Reprodução: YouTube)Na prática, as frutas duram mais dentro e fora da geladeira. Em experimentos com uvas tratadas, foi possível ver que se mantiveram hidratadas por até 15 dias fora da geladeira, enquanto maçãs cortadas ficaram firmes e demoraram mais para escurecer.
Apesar dos resultados caminharem bem, novos testes são necessários antes do método chegar ao mercado. Mas se for confirmada, a descoberta mostra um avanço em como cuidar melhor de alimentos frescos, sendo mais prático, saudável e sustentável.





