O consumo diário de café faz parte da rotina de milhões de pessoas, impulsionado pelo aroma marcante e pelo efeito estimulante.
Não à toa, essa bebida é alvo de inúmeros estudos científicos que investigam suas repercussões na saúde, inclusive sobre a forma mais saudável de preparar o café.
Nos últimos anos, a atenção tem se voltado especialmente para a relação entre o café e a função renal.
Isso ocorre porque os rins filtram o sangue, eliminam toxinas e mantêm o equilíbrio do organismo, enquanto o café contém cafeína e outros compostos que podem interagir com esses processos.
A seguir, veja como o café pode afetar a saúde dos rins e os fatores de risco associados ao consumo da bebida.
Café faz mal para a saúde dos rins?
Por muito tempo, o café foi tratado com cautela quando se discutia a saúde dos rins e os hábitos ligados à prevenção de doenças renais.
A principal razão vinha da possibilidade de a bebida elevar a pressão arterial, fator ligado ao surgimento e agravamento da doença renal crônica.
Porém, pesquisas amplas e recentes indicam que o consumo moderado não aumenta o risco de lesão nos rins e nem está ligado a efeitos negativos relevantes.
Muito pelo contrário, os estudos observaram indicadores favoráveis à função renal, o que sugere que o café pode fazer bem para os rins em determinadas situações.
Efeito da cafeína no organismo
A cafeína possui ação diurética no corpo humano. Como resultado, os rins trabalham com mais frequência e a produção de urina aumenta, favorecendo a eliminação de substâncias tóxicas.
Por isso, para pessoas com funcionamento renal normal, o café pode ser consumido com moderação, sem grandes preocupações.
Quando o café pode ser prejudicial
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, em vídeo no YouTube, o café pode ser prejudicial para pessoas com algum tipo de doença renal.
A orientação cita oxalatos, que favorecem a formação de cálculos, e a cafeína, que pode elevar a pressão arterial.
Para quem tem rins saudáveis, o consumo moderado, cerca de três a quatro xícaras pequenas por dia, não apresenta riscos comprovados.
Já o consumo excessivo, ou por pessoas com histórico de problemas renais, deve ser evitado ou reduzido ao mínimo.
Em casos de tendência a pedras, vale considerar orientações sobre o que comer e o que evitar para prevenir pedras nos rins.


