Os animais que mais matam humanos no mundo cabem na sua mão; saiba quais

Levantamento revela quais animais mais matam humanos por ano e por que o topo da lista surpreende

Se você espera que os grandes animais sejam os mais letais, você está muito enganado, as mortes deles somadas não são capazes de entrar no Top 10

Se você espera que os grandes animais sejam os mais letais, você está muito enganado, as mortes deles somadas não são capazes de entrar no Top 10 | Freepik

Quando se fala em animal perigoso, muita gente pensa em tubarões ou crocodilos, mas saiba que nem sempre o mais letal é o animal maior. Por incrível que pareça, o animal mais mortal do mundo, por uma larga margem é o mosquito. Enquanto isso, diversos animais pequenos ou surpreendentes englobam o Top 10.

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Os dados utilizados são do Our World Data, que enumera estimativas anuais de diversos países. Os valores são arredondados, mas tentam se aproximar o mais próximo da realidade do total de baixas humanas por animais.

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Moscas tsé-tsé (Glossina), cerca de 1,5 mil mortes por ano (Foto: Kira Heller / Wikimedia Commons)Moscas tsé-tsé (Glossina), cerca de 1,5 mil mortes por ano (Foto: Kira Heller / Wikimedia Commons)

A mosca tsé-tsé tem pouco mais de 1 cm, mas transmite o parasita Trypanosoma brucei. A infecção causa a tripanossomíase africana, conhecida como doença do sono, que pode atingir o cérebro e levar à morte sem tratamento.

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Tênias (Taenia solium), cerca de 2 mil mortes por ano (Foto: XXX / Wikimedia Commons)Tênias (Taenia solium), cerca de 2 mil mortes por ano (Foto: Датиева Инна Артуровна / Wikimedia Commons)

Esse verme parasita se espalha ao redor de todo o mundo e possui um ciclo de vida profundamente ligado à agricultura. Quando consumidos, seja pela carne de um animal infectado ou água contaminada, os ovos levam ao crescimento de tênias adultas que podem ter metros de comprimento.

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Essa infecção pode levar à cisticercose, síndrome em que as larvas atingem o sistema nervoso central e podem levar a convulsões, epilepsia, alterações visuais e óbitos. Esse animal foi recentemente retratado no filme de terror, “A Meia-Irmã Feia”.

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Escorpiões (Scorpiones), cerca de 3 mil mortes por ano (Foto: Mattoni et al. / Wikimedia Commons)Escorpiões (Scorpiones), cerca de 3 mil mortes por ano (Foto: Mattoni et al. / Wikimedia Commons)

Escondidos entre o entulho, no mato alto ou mesmo dentro de sapatos, os acidentes com escorpiões são muito comuns e, muitas vezes, fatais. Uma parte considerável dos óbitos é de crianças, que, por possuírem corpos menores, têm um impacto ainda maior da peçonha no organismo. Os sintomas do envenenamento de escorpião podem incluir dor intensa, vômitos, alterações cardíacas e respiratórias e morte.

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Em regiões quentes, o risco aumenta com entulho, frestas, esgoto e presença de baratas, que servem de alimento. Em São Paulo, autoridades já alertaram para acidentes com escorpiões e outros animais peçonhentos.

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Lombrigas (Ascaris lumbricoides), cerca de 4 mil mortes por ano (Foto: Department of Pathology, Calicut Medical College / Wikimedia Commons)Lombrigas (Ascaris lumbricoides), cerca de 4 mil mortes por ano (Foto: Department of Pathology, Calicut Medical College / Wikimedia Commons)

Um parasita muito comum em regiões em que há deficiências em serviços como saneamento básico. O ciclo de vida desse parasita começa nas águas, geralmente de esgotos e fossas, por onde ele circula até ser consumido por um ser humano. Os vermes eclodem dos ovos e, durante seu processo de reprodução e crescimento, podem gerar obstruções no intestino e nas vias biliares.

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Flebotomíneos (Phlebotominae), cerca de 5 mil mortes por ano (Foto: CDC/ Frank Collins. Photo credit: James Gathany / Wikimedia Commons)Flebotomíneos (Phlebotominae), cerca de 5 mil mortes por ano (Foto: CDC/ Frank Collins. Photo credit: James Gathany / Wikimedia Commons)

Com poucos milímetros, os flebotomíneos, também conhecidos como mosquitos de palha, podem transmitir parasitas do gênero Leishmania. Na forma visceral, a leishmaniose atinge órgãos como baço, fígado e medula óssea, e pode matar sem diagnóstico e tratamento adequados.

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Barbeiros (Triatominae), cerca de 8 mil mortes por ano (Foto: Heigen Villacarlos / Wikimedia Commons)Barbeiros (Triatominae), cerca de 8 mil mortes por ano (Foto: Heigen Villacarlos / Wikimedia Commons)

Doença descoberta em 1909 por Carlos Chagas, a doença apelidada em seu nome (Doença de Chagas) apresenta milhares de mortes por ano nas Américas e seu transmissor são os barbeiros. O pequeno inseto acaba transmitindo o parasita Trypanosoma cruzi, geralmente pelas fezes do inseto depositadas após a alimentação. Quando a pessoa coça a pele ou leva a mão aos olhos e à boca, o patógeno entra no corpo.

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Caramujos de água doce (Biomphalaria, Bulinus e Oncomelania), cerca de 14 mil mortes por ano (Foto: Yuichi Kameda & Makoto Kato / Wikimedia Commons)Caramujos de água doce (Biomphalaria, Bulinus e Oncomelania), cerca de 14 mil mortes por ano (Foto: Yuichi Kameda & Makoto Kato / Wikimedia Commons)

Assim como vários outros animais dessa lista, os caramujos não são o animal que mata em si, mas um vetor. Eles são parte principal do ciclo da esquistossomose, doença causada por vermes que saem do molusco em águas contaminadas e penetram pela pele de quem entra em rios, lagos ou represas infectadas.

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Cães (Canis lupus familiaris), cerca de 40 mil mortes por ano (Foto: Ivan31232 / Wikimedia Commons)Cães (Canis lupus familiaris), cerca de 40 mil mortes por ano (Foto: Ivan31232 / Wikimedia Commons)

Apesar da alcunha de melhor amigo do homem, os cães são algumas das principais causas de mortes humanas por animais. Porém, apesar de haver registros de ataques letais, a maioria dessas baixas é decorrente da infecção pelo vírus da raiva. Sendo essa uma das zoonoses mais letais do planeta, a taxa de mortalidade após o surgimento dos sintomas é de quase 100%, tanto em cachorros quanto em humanos.

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Os canídeos acabam sendo um dos principais vetores por estarem intrinsecamente ligados ao habitat urbano, mas não são os únicos. Outros animais domésticos, como os gatos, e diversos animais selvagens, como morcegos, raposas e gambás, também podem transmitir a hidrofobia.

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Cobras (Serpentes), cerca de 100 mil mortes por ano (Foto: Dr. Raju Kasambe / Wikimedia Commons)Cobras (Serpentes), cerca de 100 mil mortes por ano (Foto: Dr. Raju Kasambe / Wikimedia Commons)

ofidiofobia, fobia de serpentes, é um dos medos mais antigos da humanidade e possui representações até mesmo nas religiões, em que as serpentes e dragões são retratados como seres malignos. Apesar de elas não serem seres maus por essência, as cobras, especialmente as víboras, são o segundo animal que mais mata no planeta.

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Enclausuradas em suas tocas ou escondidas em cantos escuros, preparadas para atacar ou se defender, é muito fácil ter um acidente com esses animais. A peçonha em sua mordida pode afetar sangue, músculos, rins e sistema nervoso, provocando hemorragias, paralisia, falência respiratória e morte, sem atendimento rápido.

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Mosquitos (Culicidae), cerca de 760 mil mortes por ano (Foto: Alvesgaspar / Wikimedia Commons)Mosquitos (Culicidae), cerca de 760 mil mortes por ano (Foto: Alvesgaspar / Wikimedia Commons)

Esses pequenos insetos, famosos por serem irritantes, são os seres mais letais do planeta, por uma ampla vantagem. sendo vetores de uma grande diversidade de doenças que afetam principalmente nações subdesenvolvidas, como malária, febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus.

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Na malária, é uma infecção transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. Sendo a doença mais letal transmitida pelos mosquitos no planeta. Apesar de o público brasileiro estar mais acostumado com o fustigo do Aedes Aegypt e as doenças transmitidas por ele.