O abricó-de-macaco, nome popular da espécie Couroupita guianensis, é uma árvore nativa da Amazônia que impressiona pelo tamanho incomum dos frutos e pelas flores que nascem diretamente no tronco.
Comum no Brasil, Colômbia, Equador e Panamá, a espécie pertence à mesma família da castanha-do-pará.
Segundo a plataforma científica Plants of the World Online, a árvore foi catalogada em 1775 pelo botânico francês Jean Baptiste Christophore Fusée Aublet durante expedições na Guiana Francesa.
Os frutos arredondados podem atingir cerca de 25 centímetros de diâmetro e pesar até 5 quilos. Por lembrarem bolas de canhão, a árvore recebeu o apelido de “cannonball tree” em inglês.
Flores nascem no tronco e cultivo exige espaço amplo
Uma das curiosidades mais conhecidas da espécie é a chamada caulifloria. Isso significa que flores e frutos surgem diretamente no tronco, e não nos galhos mais altos, como acontece com a maioria das árvores.
O fenômeno facilita o acesso de animais e insetos responsáveis pela polinização e pela dispersão das sementes. As flores ainda liberam um perfume intenso, principalmente durante a noite.
Apesar da aparência ornamental, o cultivo em quintais pequenos não é recomendado. A árvore pode ultrapassar 30 metros de altura e os frutos pesados oferecem risco durante a queda.
Por esse motivo, o abricó-de-macaco costuma ser indicado para parques, áreas rurais e jardins amplos, longe de garagens, calçadas e áreas de circulação intensa.
Benefícios comprovados para a saúde
Além da importância ecológica, a árvore também vem sendo estudada pela ciência por causa de compostos presentes nas folhas e nos frutos.
Um estudo publicado na revista BMC Complementary and Alternative Medicine analisou extratos do fruto e identificou ação antimicrobiana contra bactérias associadas a infecções hospitalares.
A pesquisa também observou redução na formação de biofilmes, estruturas que ajudam bactérias a resistirem a tratamentos.
Outro trabalho científico publicado no Journal of Ethnopharmacology avaliou extratos das folhas da planta.
Os pesquisadores encontraram atividade anti-inflamatória e analgésica em testes laboratoriais, resultado que ajuda a explicar o uso tradicional da espécie na medicina popular.
Consumo humano divide opiniões
Embora o fruto seja consumido por animais da floresta, o cheiro forte costuma afastar o consumo humano in natura.
Quando amadurece, a polpa libera um odor comparado ao de matéria orgânica em decomposição.
Ainda assim, algumas pessoas utilizam a fruta em receitas processadas, como doces, geleias, mousses e licores. O cozimento ajuda a suavizar o cheiro e alterar o sabor.
Na medicina popular, folhas, flores e cascas também participam de infusões e chás usados tradicionalmente contra dores e inflamações.








