Abricó-de-macaco: árvore incomum da Amazônia dá fruto de 5 kg que cresce no tronco

Comum no Brasil, Colômbia, Equador e Panamá, a espécie pertence à mesma família da castanha-do-pará.

Espécie chama atenção pelas flores perfumadas e pelos frutos arredondados que lembram bolas de canhão (Foto: Vinayaraj/Wikimedia Commons)

Espécie chama atenção pelas flores perfumadas e pelos frutos arredondados que lembram bolas de canhão (Foto: Vinayaraj/Wikimedia Commons)

O abricó-de-macaco, nome popular da espécie Couroupita guianensis, é uma árvore nativa da Amazônia que impressiona pelo tamanho incomum dos frutos e pelas flores que nascem diretamente no tronco.

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Comum no Brasil, Colômbia, Equador e Panamá, a espécie pertence à mesma família da castanha-do-pará.

Segundo a plataforma científica Plants of the World Online, a árvore foi catalogada em 1775 pelo botânico francês Jean Baptiste Christophore Fusée Aublet durante expedições na Guiana Francesa.

Os frutos arredondados podem atingir cerca de 25 centímetros de diâmetro e pesar até 5 quilos. Por lembrarem bolas de canhão, a árvore recebeu o apelido de “cannonball tree” em inglês.

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Flores nascem no tronco e cultivo exige espaço amplo

Uma das curiosidades mais conhecidas da espécie é a chamada caulifloria. Isso significa que flores e frutos surgem diretamente no tronco, e não nos galhos mais altos, como acontece com a maioria das árvores.

O fenômeno facilita o acesso de animais e insetos responsáveis pela polinização e pela dispersão das sementes. As flores ainda liberam um perfume intenso, principalmente durante a noite.

Apesar da aparência ornamental, o cultivo em quintais pequenos não é recomendado. A árvore pode ultrapassar 30 metros de altura e os frutos pesados oferecem risco durante a queda.

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Por esse motivo, o abricó-de-macaco costuma ser indicado para parques, áreas rurais e jardins amplos, longe de garagens, calçadas e áreas de circulação intensa.

Benefícios comprovados para a saúde

Além da importância ecológica, a árvore também vem sendo estudada pela ciência por causa de compostos presentes nas folhas e nos frutos.

Um estudo publicado na revista BMC Complementary and Alternative Medicine analisou extratos do fruto e identificou ação antimicrobiana contra bactérias associadas a infecções hospitalares.

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A pesquisa também observou redução na formação de biofilmes, estruturas que ajudam bactérias a resistirem a tratamentos.

Outro trabalho científico publicado no Journal of Ethnopharmacology avaliou extratos das folhas da planta.

Os pesquisadores encontraram atividade anti-inflamatória e analgésica em testes laboratoriais, resultado que ajuda a explicar o uso tradicional da espécie na medicina popular.

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Consumo humano divide opiniões

Embora o fruto seja consumido por animais da floresta, o cheiro forte costuma afastar o consumo humano in natura.

Quando amadurece, a polpa libera um odor comparado ao de matéria orgânica em decomposição.

Ainda assim, algumas pessoas utilizam a fruta em receitas processadas, como doces, geleias, mousses e licores. O cozimento ajuda a suavizar o cheiro e alterar o sabor.

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Na medicina popular, folhas, flores e cascas também participam de infusões e chás usados tradicionalmente contra dores e inflamações.