Adeus, filas? Atacadão, Assaí e Carrefour adotam nova tecnologia que muda os supermercados no Brasil

Modelo, que antes era visto como um teste isolado, tornou-se prioridade estratégica

Máquina de cartão para pagamento

O pagamento nos totens de autoatendimento tem crescido entre os clientes/Teksomolika/Magnific

O mundo da tecnologia dos supermercados está mudando a experiência de fazer compras no Brasil, especialmente na hora de pagar os produtos para levar para casa.

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Gigantes do setor, como Atacadão, Assaí e Carrefour, estão investindo massivamente na tecnologia de self-checkout (autoatendimento), buscando reduzir o tempo de espera e modernizar o processo de pagamento.

Tecnologia dos supermercados: a revolução do autoatendimento

O modelo, que antes era visto como um teste isolado, tornou-se prioridade estratégica.

O Assaí, um dos pioneiros ao iniciar testes em 2022, projetou a instalação de mais de mil novos terminais em suas unidades até o final de 2025. O Atacadão seguiu ritmo semelhante, operando caixas de autoatendimento em 191 lojas já em abril de 2025.

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No Carrefour, a tecnologia foi levada inclusive para os postos de combustíveis. Dados da rede indicam uma economia média de 15 segundos por transação, enquanto especialistas apontam que o uso desses terminais pode reduzir o tempo total de espera em até 30%.

Mudança cresce cada vez mais

Existem dois fatores principais impulsionando essa “revolução”:

Uma delas é a preferência do consumidor. Segundo uma pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), sete em cada 10 brasileiros priorizam o autoatendimento na hora de finalizar as compras.

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A automatização da mão de obra é outro detalhe importante. O setor supermercadista enfrenta um desafio operacional.

Segundo a Abras, o setor atingiu em 2025 cerca de 357 mil vagas abertas sem candidatos, afetando funções como operador de caixa e repositor. A tecnologia surge, portanto, como uma ferramenta para aliviar essa pressão.

Como funciona o autoadiamento e quais são as limitações?

Os terminais permitem que o cliente registre os produtos via código de barras e pague por meio de cartões, aproximação ou PIX. No entanto, o sistema ainda possui restrições:

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  • Volume de compras: é ideal para cestas menores, geralmente limitadas a 20 itens ou 50 quilos;
  • Produtos específicos: itens sem código de barras, etiquetas danificadas ou produtos que exigem pesagem no balcão ainda demandam suporte humano;
  • Segurança: para evitar perdas e erros de registro, as redes utilizam câmeras, balanças de verificação e sensores na área de embalagem.

O futuro dos caixas tradicionais

Apesar do avanço tecnológico, o atendimento humano não deve desaparecer.

O autoatendimento é um complemento e não um substituto integral. Muitos consumidores ainda preferem o contato humano para compras volumosas ou por insegurança com a tecnologia.

A tendência é que os dois modelos convivam, com o varejo brasileiro buscando o equilíbrio entre a inovação digital e o atendimento personalizado para se adaptar às novas expectativas de agilidade e autonomia do público.