Aos 79 anos, autor de ‘Pai Rico, Pai Pobre’, livro sobre construção de riquezas, diz que acumula dívida de 1,2 bilhão de dólares: ‘não deveriam fazer o que eu faço’

Robert Kiyosaki defende o uso de empréstimos estratégicos para adquirir ativos, enquanto sua ex-esposa revela os bastidores reais por trás desse saldo devedor impressionante

Robert Kiyosaki

Além de fugir dos impostos de forma legal, Kiyosaki adota uma estrutura jurídica rigorosa para proteger sua fortuna/Divulgação

Um dos maiores gurus de finanças do mundo acumulou uma dívida bilionária e afirma que, mesmo assim, continua dormindo tranquilo. Robert Kiyosaki, autor do célebre best-seller Pai Rico, Pai Pobre, surpreendeu o público ao revelar que carrega um saldo devedor impressionante de 1,2 bilhão de dólares.

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No entanto, em vez de encarar esse valor como um problema, o escritor de 79 anos utiliza a dívida como uma poderosa ferramenta de enriquecimento.

Desde o lançamento de seu livro em 1997, que já vendeu mais de 44 milhões de cópias pelo mundo, Kiyosaki ensina pessoas a buscarem o sucesso financeiro.

Agora, ele usa o próprio patrimônio para exemplificar, de forma prática, como os ricos utilizam o dinheiro dos bancos para multiplicar seus bens.

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Como funciona a estratégia dele da dívida inteligente?

De princípio, a ideia de dever bilhões assusta qualquer investidor iniciante. Todavia, Kiyosaki explica que existe uma diferença crucial entre “dívida boa” e “dívida ruim”, focando seus esforços exclusivamente na aquisição de ativos geradores de renda.

Na prática, o autor aplica um método passo a passo bem definido:

  • Primeiro, ele toma empréstimos para comprar propriedades imobiliárias promissoras.
  • À medida que os imóveis valorizam, ele pega novos empréstimos usando essas propriedades valorizadas como garantia.
  • Por fim, ele utiliza os recursos desses novos empréstimos como renda livre de impostos, evitando a venda dos imóveis e o consequente pagamento de tributos sobre o ganho de capital.

Proteção patrimonial e blindagem contra riscos

Além de fugir dos impostos de forma legal, Kiyosaki adota uma estrutura jurídica rigorosa para proteger sua fortuna. Para evitar que o fracasso de um negócio comprometa todo o seu império, ele registra cada investimento individual sob uma LLC diferente (uma sociedade de responsabilidade limitada).

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Dessa forma, caso um empreendimento enfrente problemas, a estrutura jurídica protege os demais negócios de qualquer efeito cascata.

Ex-esposa discorda da dívida e afirma ser ‘marketing’

Apesar do impacto do número bilionário, os bastidores financeiros mostram uma realidade um pouco mais moderada. A ex-esposa e parceira de negócios do autor, Kim Kiyosaki, esclareceu os fatos sobre a polêmica.

Segundo ela, a dívida bilionária financia cerca de 1.500 apartamentos que o ex-casal possui em sociedade com outros parceiros.

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Portanto, o montante não gera responsabilidade financeira pessoal direta para Robert Kiyosaki. Kim revelou ainda que o ex-marido divulga o número de 1,2 bilhão de dólares de forma deliberada para atrair a atenção do público antes de explicar sua tese sobre investimentos.

Cálculos da revista Vanity Fair apontam que, se a renda anual declarada por Kiyosaki de 3 milhões de dólares estiver correta, a parcela real de responsabilidade dele sobre as dívidas gira entre 30 e 60 milhões de dólares.

O alerta do guru antes de você pegar um empréstimo

Embora o modelo pareça tentador, o próprio Kiyosaki faz um alerta importante para quem deseja seguir seus passos. Ele enfatiza que ninguém deve replicar sua estratégia sem o devido preparo.

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“Não deveriam fazer o que eu faço, certo? Mas eu estudo isso desde 1974. Se você vai aprender a usar dívidas, é melhor obter alguma educação”, afirmou o autor em entrevista ao podcast ‘Get Rich Education’.

De acordo com o investidor, se você pretende utilizar dívidas para enriquecer, precisa investir seriamente em educação financeira antes de dar o primeiro passo.