Brasil atinge maior IDH e entra no grupo de países com ‘muito alto desenvolvimento humano’

País ultrapassou pela primeira vez a marca de 0,800 no IDH, índice que mede renda, educação e expectativa de vida

Brasil alcançou pela primeira vez a faixa de “muito alto desenvolvimento humano” em ranking da ONU (Foto: Wilfredor/ Wikimedia Commons)

Brasil alcançou pela primeira vez a faixa de “muito alto desenvolvimento humano” em ranking da ONU (Foto: Wilfredor/ Wikimedia Commons)

O Brasil atingiu um feito inédito ao entrar pela primeira vez no grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”. O anúncio foi feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, responsável pelo cálculo do IDHM, indicador que mede qualidade de vida com base em renda, educação e expectativa de vida.

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Segundo os dados divulgados, o país alcançou nota 0,805 em 2024, a maior já registrada desde o início da série histórica. Em 2012, por exemplo, o índice brasileiro era de 0,744. Pela metodologia internacional, países que ultrapassam a marca de 0,800 passam a fazer parte do grupo de desenvolvimento humano “muito alto”.

O IDH foi criado pela ONU para mostrar uma visão sobre desenvolvimento, indo além do tamanho da economia de um país. Em vez de analisar apenas o PIB, o índice considera fatores que impactam diretamente a vida das pessoas, como saúde, educação e condições de renda.

Fatores principais

O avanço é resultado de melhorias em áreas consideradas essenciais para a população. O relatório aponta crescimento principalmente nos indicadores ligados à educação, acesso à renda e aumento da expectativa de vida dos brasileiros.

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Programas de permanência escolar, expansão do acesso ao ensino e recuperação econômica após os impactos da pandemia ajudaram a puxar os números para cima.

Nos últimos anos, o Brasil vinha subindo nos rankings. Em 2025, o país subiu cinco posições e alcançou a 84ª colocação entre 193 nações avaliadas pela ONU. Agora, com o novo dado de 2024, o país ultrapassa pela primeira vez a barreira histórica do “muito alto desenvolvimento humano”.

Crescimento desigual

Mesmo com o resultado positivo, o levantamento mostra que o desenvolvimento ainda acontece de forma desigual no país. A diferença racial continua sendo um dos principais desafios. Enquanto a população branca registrou IDHM de 0,851, dentro da faixa de muito alto desenvolvimento humano, a população negra ficou em 0,774.

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As desigualdades regionais também seguem evidentes. Regiões do Sul e Sudeste apresentam índices mais elevados, enquanto parte do Norte e Nordeste ainda enfrenta dificuldades relacionadas à renda, infraestrutura e acesso à educação de qualidade.

O desafio daqui para frente será transformar o avanço estatístico em melhorias concretas e mais equilibradas para toda a população. O crescimento do índice mostra evolução, mas também reforça a necessidade de reduzir desigualdades estruturais que ainda afetam milhões de brasileiros.