Imagine caminhar por um planeta coberto de lava, observar uma estrela explodindo e chegar à borda de um buraco negro. Tudo isso sem entrar em uma nave espacial. Uma nova experiência imersiva em São Paulo promete transportar os visitantes para alguns dos cenários mais impressionantes do universo.
Criada em parceria com o Observatório Astrofísico Smithsonian, a atração usa dados reais da NASA e da Agência Espacial Europeia para transformar fenômenos cósmicos em ambientes tridimensionais. O resultado é uma viagem que mistura ciência, tecnologia e um forte senso de descoberta.
Quem entrar na experiência não será apenas um espectador. A proposta é fazer com que o público sinta que está dentro do cosmos, cercado por estrelas, planetas e paisagens que parecem ter saído de um filme de ficção científica.
Passeio por mundos que parecem impossíveis
A jornada começa no Observatório Whipple, no Arizona, nos Estados Unidos. A partir dali, os visitantes embarcam em uma aventura guiada pelos telescópios mais poderosos da humanidade, incluindo o Hubble, o James Webb e o Chandra, responsáveis por revelar alguns dos maiores mistérios do espaço.
Um dos momentos mais surpreendentes leva o público até Janssen, conhecido como o planeta de diamante. O cenário recria uma superfície tomada por lava derretida, com vulcões em erupção e enormes estruturas brilhantes que emergem do solo como joias gigantes.
A experiência também apresenta uma reflexão curiosa sobre a própria Terra. Ao mostrar um mundo tão extremo e hostil, a atração ajuda a entender por que o nosso planeta reúne condições raras para a existência de vida, em uma região do espaço conhecida como Zona Cachinhos Dourados.

Explosão de uma estrela gigante
Outra parada impressionante acontece nas proximidades do Sol. Os visitantes poderão observar erupções solares até 30 vezes maiores que a Terra e até ouvir as vibrações da estrela que sustenta toda a vida em nosso planeta.
As imagens e os sons foram construídos a partir de dados coletados pela sonda Parker Solar, da NASA. O resultado é uma sensação de proximidade com um astro que, embora esteja presente todos os dias, ainda guarda inúmeros segredos.
A viagem segue para um espetáculo raro: a morte de Betelgeuse. A supergigante vermelha é mostrada em uma explosão de supernova que espalha matéria pelo universo. Esses elementos, segundo os cientistas, podem dar origem a novos planetas, estrelas e até às bases químicas necessárias para a vida.
Diante de um buraco negro
Talvez o momento mais aguardado seja o encontro com Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo localizado no centro da Via Láctea. A experiência permite observar uma estrela sendo atraída pela gravidade extrema desse gigante cósmico.
Em seguida, uma explosão de detritos se espalha pelo espaço, criando uma cena que normalmente só poderia ser estudada por astrônomos por meio de sofisticados instrumentos científicos. Na realidade virtual, porém, o visitante ganha a sensação de estar a poucos passos do fenômeno.






