Entenda como se forma um supertufão e a partir de que velocidade os ventos ganham a classificação

Ciclone tropical, com ventos de 290 km/h, se aproxima do Japão, Taiwan e China. Entenda como se forma um supertufão

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Foto: Reprodução/PxHere

Nesta sexta (10/7), Japão, Taiwan e China estão em alerta depois que supertufão Bavi deixou 15 mortos nas Filipinas. Os ventos do ciclone tropical atingiram a velocidade de cerca de 290 km/h. Entenda como se forma um supertufão e por que ele passou a ser classificado dessa forma.

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O que é um tufão?

Tufões são ciclones tropicais que se formam no noroeste do oceano Pacífico, especialmente próximos ao sudeste asiático, como Japão, Filipinas, Taiwan e China. Para ser classificado como um tufão, os ventos precisam atingir velocidade de pelo menos 119 km/h. Quando os ventos atingem 241 km/h, ele passa a ser chamado de supertufão.

Como se forma um supertufão?

Um tufão acontece quando as águas do oceano estão muito quentes. Na atmosfera, o ar mais quente, por ser leve, sobe e o ar frio desce. Assim, o ar próximo das águas quentes do oceano também esquenta e sobe.

Quando o ar quente sobe, ele cria uma área de baixa pressão que atrai o ar frio ao redor. Esse movimento contínuo produzem ventos muito fortes.

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Esses ventos empurram a água do mar em direção à costa e forma ondas que invadem cidades e vilarejos. Além do vento, ele também causa chuvas intensas e prolongadas.

Ao tocar o solo, um tufão perde uma parte de sua força, por conta do atrito maior com o relevo e por perder contato com sua fonte principal de energia: o oceano.

O supertufão Bavi

O supertufão que põe em alerta Japão, Taiwan e China formou-se no mar das Filipinas. Em 4 de julho, ele ganhou a classificação de supertufão. No domingo (5/7), as rajadas de vento atingiram velocidades entre 290 e 350 km/h. Imagens de satélite mostraram que as temperaturas da superfície do mar estavam em torno dos 30ºC na região.

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Nesta segunda (6/7), o ciclone tropical atingiu as ilhas de Guam e as ilhas Marianas do Norte, territórios estadunidenses, onde perdeu força e voltou a ser classificado como um tufão. Na quarta-feira, o Bavi ainda apresentava ventos de cerca de 250 km/h enquanto avançava pelo Mar das Filipinas, lá, ele deixou pelo menos 15 mortos.