Construtoras instalam bolhas gigantes do tamanho de prédios para cobrir obras

Construtoras começam a cobrir obras com bolhas gigantes do tamanho de prédios para solucionar problema histórico de engenharia

Medida é uma solução técnica para problemas históricos da engenharia: o excesso de ruído e a dispersão de resíduos em áreas urbanas densas

Medida é uma solução técnica para problemas históricos da engenharia: o excesso de ruído e a dispersão de resíduos em áreas urbanas densas | Reprodução/YouTube O Canal da Engenharia

Uma inovação curiosa e visualmente impressionante está transformando o cenário da construção civil em grandes metrópoles.

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Construtoras começaram a utilizar domos infláveis colossais, do tamanho de prédios, para isolar canteiros de obras do ambiente externo.

A medida, embora pareça saída de um filme de ficção científica, é uma solução técnica para problemas históricos da engenharia: o excesso de ruído e a dispersão de resíduos em áreas urbanas densas.

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Como funcionam as ‘superbolhas’

Diferente das estruturas convencionais, esses domos não utilizam colunas internas. Eles são formados por membranas de poliéster revestidas com PVDF, um material de alta resistência técnica.

A sustentação da cápsula é feita exclusivamente pela pressão do ar, mantida por ventiladores industriais que deixam a estrutura inflada sobre a área de trabalho.

Essa tecnologia permite que máquinas e operários trabalhem normalmente dentro do domo, enquanto a barreira física retém partículas e abafa sons.

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Quando a obra termina, a estrutura é esvaziada, dobrada e pode ser transportada em carretas para ser reutilizada em outros projetos.

Eficiência no controle de poluição

A implementação desses domos na China tem apresentado resultados expressivos. Em Shenzhen, uma estrutura de 40 metros de altura cobriu uma área superior a 12 mil metros quadrados.

Segundo dados oficiais, o uso dessas bolhas pode bloquear até 99% da poeira e reduzir o ruído em cerca de 90%.

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Além do conforto acústico para vizinhos e comércios locais, a tecnologia ataca um problema de saúde pública. A poeira de construção é composta por material particulado que, ao ser inalado, pode causar desde irritações respiratórias e asma até doenças graves, como a silicose e o câncer de pulmão, devido à presença de sílica no concreto e na areia.

Nos Estados Unidos, outra maneira que se popularizou no combate à poluição foi o uso de troncos nos fundos dos rios, uma medida também considerada surpreendente.

O impacto nas áreas urbanas

Em cidades como Guangzhou, estruturas de quase 9 mil metros quadrados já são utilizadas em reformas para garantir que o cotidiano do bairro não seja interrompido pelo caos da construção.

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Ao criar esse isolante entre o canteiro e a rua, as construtoras conseguem manter a produtividade com sistemas internos de monitoramento inteligente e resfriamento, minimizando os impactos negativos para a população do entorno.