Dia do Homem: como a data surgiu e o que revela sobre a saúde masculina

Data brasileira em 15 de julho e Dia Internacional em 19 de novembro expõem que eles vivem menos, se cuidam pouco e ainda evitam falar de saúde física e mental

A ideia era chamar os homens para o consultório antes da doença aparecer e dar visibilidade às estatísticas que mostram que eles vivem menos e se cuidam menos do que as mulheres. 

A ideia era chamar os homens para o consultório antes da doença aparecer e dar visibilidade às estatísticas que mostram que eles vivem menos e se cuidam menos do que as mulheres.  | Freepik

Enquanto o Dia Internacional do Homem é celebrado em 19 de novembro em vários países, no Brasil o tema ganhou uma data própria: 15 de julho. 

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Criado em 1992 pela Ordem Nacional dos Escritores, o Dia do Homem brasileiro nasceu para colocar a saúde masculina em destaque e estimular o cuidado preventivo. De lá para cá, a data, somada ao 19 de novembro, entrou de vez no calendário de campanhas. 

Por que existem duas datas para o Dia do Homem?

No Brasil, o Dia do Homem em 15 de julho foi proposto como uma ação nacional de conscientização, com foco direto em saúde masculina e prevenção.

A ideia era chamar os homens para o consultório antes da doença aparecer e dar visibilidade às estatísticas que mostram que eles vivem menos e se cuidam menos do que as mulheres. 

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Já o Dia Internacional do Homem, em 19 de novembro, começou a ser comemorado oficialmente em 1999, em Trinidad e Tobago, por iniciativa do professor de História Jerome Teelucksingh. 

A data ganhou apoio simbólico da ONU e de entidades ligadas à defesa dos direitos dos homens, e hoje é lembrada em dezenas de países. 

Nenhuma das duas datas é oficialmente reconhecida pela Organização das Nações Unidas, mas ambas acabaram adotadas por governos, empresas e instituições de saúde como ponto de partida para falar de qualidade de vida, paternidade ativa e igualdade de gênero. 

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Saúde do homem: por que esse tema importa

O Dia do Homem não existe para ‘competir’ com o Dia Internacional da Mulher. Ele chama atenção para problemas específicos:

  • Menor expectativa de vida em relação às mulheres;
  • Maior presença entre vítimas de violência e acidentes;
  • Resistência a marcar consultas e fazer exames de rotina;
  • Dificuldade em falar de emoções, ansiedade e depressão. 

Campanhas como o Novembro Azul ajudaram a popularizar o tema, inicialmente com foco no câncer de próstata. 

Hoje, o recado é mais amplo: saúde do homem envolve colesterol, pressão arterial, alimentação, prática de exercícios, sono, consumo de álcool, cigarro e, claro, saúde mental. 

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No fim, tanto o 15 de julho quanto o 19 de novembro falam da mesma coisa: homens que se cuidam mais, se cobram menos perfeição e se permitem pedir ajuda.