A Lua pode deixar de ser apenas destino de missões espaciais para virar uma imensa usina solar. Essa é a ideia do Luna Ring, projeto japonês que prevê instalar painéis ao redor do “equador lunar” para enviar energia limpa à Terra.
A proposta foi apresentada pela Shimizu Corporation, uma das maiores construtoras do Japão. O plano prevê um anel de cerca de 11 mil quilômetros, com painéis solares capazes de gerar energia de forma contínua, sem nuvens ou noites terrestres.
O projeto ainda está em fase conceitual, mas chama atenção como uma etapa da nova corrida espacial.
Como funcionaria o anel lunar?
O Luna Ring seria montado na linha do equador lunar, região central que recebe maior incidência solar de forma constante. A eletricidade gerada pelos painéis seria levada por cabos até bases voltadas para a Terra.
Depois disso, a energia seria convertida em micro-ondas ou feixes de laser. Na Terra, estações receptoras fariam o caminho inverso, transformando esse sinal em eletricidade novamente para redes de distribuição.
O conceito seria para evitar variáveis terrestres que limitam a capacidade dos geradores solares. Fatores como as nuvens, a noite ou a camada de ozônio não seriam impeditivos, já que a Lua não possui essas camadas atmosféricas (Foto: NASA / Bill Anders)O plano cresce no mesmo momento em que o mundo acompanha o retorno dos humanos à Lua após 50 anos. O satélite voltou a ser tratado como base de pesquisa, exploração e disputa tecnológica.
Esquema de funcionamento do Luna Ring (Imagem: Ilustração | Gazeta de S.Paulo)Impeditivos do projeto
Um estudo da NASA sobre energia solar baseada no espaço analisou sistemas capazes de coletar luz fora da Terra e transmitir eletricidade para o planeta. A agência reconhece o potencial, mas aponta obstáculos importantes.
Entre eles estão o custo de lançamento, a fabricação em órbita, a montagem de estruturas gigantes e a eficiência da transmissão sem fio. Em um cenário para 2050, a NASA avaliou que a energia solar espacial ainda sairia mais cara que alternativas sustentáveis terrestres.
Com a tecnologia atual, essa medida ainda é muito cara para implementação prática, mas isso pode mudar com a evolução industrial





