Eles procuram o canto mais iluminado da casa, se espreguiçam e parecem relaxar sem pressa. A cena é comum, mas levanta uma dúvida frequente entre tutores: afinal, gato sente calor ou o sol faz sempre bem?
Apesar da fama de resistentes, os felinos também sofrem com temperaturas elevadas. Em dias quentes, o desconforto pode aparecer rápido e exigir atenção redobrada dentro de casa.
Entender como o corpo do gato reage ao calor é o primeiro passo para evitar problemas. Com informação e cuidados simples, é possível atravessar o verão com mais segurança e bem-estar para o pet.
A temperatura natural dos gatos
Quem já pegou um gato no colo percebeu que ele costuma estar mais quente que um humano. Segundo a veterinária Juliana Brondino, da Petz, a temperatura corporal dos felinos gira em torno de 38 °C.
Esse valor é considerado normal. Ou seja, sentir o gato quentinho não significa, por si só, que algo esteja errado. Essa é a temperatura padrão do organismo felino em qualquer estação do ano.
O problema surge quando o ambiente fica quente demais. Nessas condições, o corpo do animal tem mais dificuldade para manter o equilíbrio térmico, especialmente em locais pouco ventilados ou com exposição direta ao sol.
Afinal, gato sente calor?
Sim, sente. Em média, a partir de 25 °C os gatos já começam a apresentar desconforto térmico. Se o calor incomoda você, é bem provável que o seu gato também esteja sentindo os efeitos da temperatura elevada.
Isso pode variar conforme a raça, o tipo de pelagem e até o comportamento individual. Gatos muito peludos ou mais sedentários tendem a sofrer mais em dias quentes.
Sinais de que o gato está com calor
O desconforto térmico costuma aparecer no comportamento. Gatos com calor ficam mais quietos, passam longos períodos deitados e demonstram menos interesse por brincadeiras ou comida.
Respiração acelerada, respiração com a boca aberta, salivação excessiva, miados de incômodo e dificuldade para andar são sinais de alerta. Esses sintomas indicam que o organismo já está sobrecarregado.
Nessas situações, além de tentar refrescar o ambiente, é importante procurar um veterinário. A desidratação pode se instalar rapidamente em dias muito quentes.
Como ajudar o gato a se refrescar
Algumas medidas simples ajudam o gato a lidar melhor com o calor. Espalhar potes de água fresca pela casa é essencial, já que os felinos costumam beber mais quando encontram água limpa em pontos diferentes.
Oferecer áreas com sombra e boa ventilação também faz diferença. Ventiladores e ar-condicionado podem ser usados, desde que o gato tenha liberdade para sair do ambiente quando quiser.
Sol em excesso também pode machucar
Além do calor, a exposição prolongada ao sol pode causar danos à pele dos felinos. Algumas regiões do corpo, como orelhas, focinho e barriga, são mais sensíveis e podem sofrer queimaduras.
Esse risco é maior em gatos de pelagem clara ou com pouco pelo. Casos assim reforçam a importância de limitar a exposição direta ao sol, como mostram orientações sobre queimaduras de sol em cães e gatos.
Banho, tosa e cuidados extras
Apesar da tentação, especialistas não recomendam molhar os gatos para aliviar o calor. O contato forçado com a água costuma gerar estresse e pode piorar o desconforto.
Em alguns casos, a tosa pode ser alternativa, principalmente para gatos muito peludos. O procedimento deve ser feito apenas por profissionais, já que áreas sensíveis, como os bigodes, não podem ser cortadas.
Com atenção aos sinais e ajustes simples na rotina, é possível garantir que o gato atravesse os dias quentes com mais conforto. Até os maiores amantes do sol precisam de pausa quando o calor aperta.





