Cidade de SP ganha praia onde é possível ir de trem, mas não é para todos

O Beyond The Club já funciona em soft opening na zona sul de São Paulo, mas segue restrito a sócios e convidados, com acesso que pode ser combinado com trem e carro por aplicativo

A praia artificial mais comentada da capital virou endereço de clube privado, não de passeio livre, e isso muda tudo para quem pensa em chegar de transporte público.

A praia artificial mais comentada da capital virou endereço de clube privado, não de passeio livre, e isso muda tudo para quem pensa em chegar de transporte público. | Ilustração/Gazeta de S. Paulo

São Paulo ganhou uma praia artificial com piscina de ondas, areia e clima de litoral — e ela fica a menos de 20 minutos do centro de trem. Parece bom demais para ser verdade. E é exatamente aí que a história vira.

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O Beyond The Club, localizado na Marginal Pinheiros ao lado da Ponte Transamérica, entrou em soft opening com uma proposta que une surf, lazer e alto padrão. O acesso, porém, segue restrito a sócios e convidados — e isso muda completamente o que parecia um passeio simples de fim de semana.

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O complexo fica na Marginal Pinheiros, ao lado da Ponte Transamérica, e entrou em soft opening com regras próprias de entrada, horários limitados e operação voltada a sócios.

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Em outras palavras: o trem ajuda na chegada, mas não transforma o clube em praia pública. O endereço virou assunto porque mistura surf, areia, lazer e exclusividade no meio da maior cidade do País — um contraste difícil de ignorar.

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O novo clube virou tema de conversa porque São Paulo ganhou uma experiência que parece litoral, mas segue com cara de empreendimento fechado. A própria Gazeta SP já mostrou os detalhes da praia artificial de São Paulo e chamou atenção para a proposta diferente do espaço.

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O que é, afinal, o Beyond The Club

O Beyond The Club se apresenta como o primeiro clube privado de surf, esportes, convívio social e networking do mundo.

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No site oficial, o projeto promete reunir uma grande piscina de ondas, praia de areia e mais de 50 atividades de lazer e esportes. A lógica lembra mais um clube de alto padrão do que uma atração turística.

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Beyond the ClubÉ preciso ter vínculo com o clube, respeitar as regras de acesso e seguir o modelo de uso definido para associados e convidados. Foto: Divulgação

Por isso, quem imagina apenas entrar, passar a catraca e ficar na areia por algumas horas vai encontrar um modelo bem mais restrito e seletivo.

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Esse desenho ajuda a explicar por que o assunto rende tanto. Não é só sobre praia dentro da cidade. É sobre um endereço novo, caro e muito específico — que conversa com um público acostumado a clube privado, título patrimonial e rotina de uso recorrente.

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Como chegar de trem

O endereço fica em uma região bem conectada da zona sul. O clube está na Marginal Pinheiros, ao lado da Ponte Transamérica, com acesso por vias importantes da cidade.

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Na prática, a alternativa de trem passa pela Linha 9-Esmeralda, que liga Osasco à Estação Varginha e atende o eixo da Marginal Pinheiros. Quem sai do centro costuma usar a integração com outras linhas até chegar à zona sul.

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Depois do trem, o último trecho tende a ser feito de carro por aplicativo — já que o clube não tem entrada livre para pedestres como uma atração urbana comum.

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Se a comparação for com outros espaços de lazer aquático, o Beyond fica mais perto da ideia de clube do que de parque. Quem busca um formato mais aberto pode olhar opções como os parques aquáticos imperdíveis em SP.

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Mas isso não é para todos

O ponto central desta história é a exclusividade. O projeto é destinado aos sócios, e o site oficial mantém essa linha ao tratar o espaço como clube privado — não como equipamento de uso público.

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Isso significa que não basta saber chegar. É preciso ter vínculo com o clube, respeitar as regras de acesso e seguir o modelo de uso definido para associados e convidados. Quem procura uma praia livre, aberta e espontânea vai se frustrar.

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O tema também desperta curiosidade por causa da proposta de surf. O complexo traz piscina de ondas e aulas em diferentes níveis, o que aproxima o espaço de uma experiência esportiva. A Gazeta SP já reuniu escolas de surf em São Paulo para quem quer treinar fora do litoral.

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O paradoxo da praia urbana de São Paulo

Dá para chegar de trem a um endereço que promete clima de litoral — mas a areia continua pertencendo a um clube fechado. É esse contraste que faz o assunto circular tanto nas redes e no noticiário.

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São Paulo ganhou sua praia. Só que ela não é de todo mundo.

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Vale a pena sair do centro de trem?

Para quem é sócio, a resposta pode ser sim, especialmente em dias de trânsito pesado na Marginal. A combinação de trem com carro por aplicativo evita parte do estresse e reduz a dependência de estacionamento nos horários de pico.

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Para quem não faz parte do clube, a rota ajuda menos do que parece. O trem leva até perto, mas não resolve a barreira principal: o acesso restrito. O que parecia um passeio virou uma experiência de assinatura.