Nesta terça-feira (21/7), foi anunciada a descoberta dos destroços do Douglas DC-4, da extinta companhia Pan Am, no fundo do Oceano Atlântico, na costa norte de Porto Rico, 74 anos depois de a aeronave cair no mar.
O acidente aéreo aconteceu em 1952 e, desde então, o avião estava perdido no oceano. Conheça a história do voo 526A que terminou em um dos maiores acidentes aéreos da companhia naquele ano.
Na época do acidente, a Pan Am era a principal companhia aérea internacional dos Estados Unidos. Ela foi um símbolo do início da aviação comercial de longa distância.
Naquela sexta-feira santa, o DC-4 Clipper Endeavor fazia a rota entre San Juan e Nova York. Porém, para a maioria daqueles passageiros, o destino final nunca foi alcançado.
O que aconteceu no voo
Em 11 de abril de 1952, o avião decolou do Aeroporto de San Juan-Isla Grande, em Porto Rico, às 12h11 (horário local); com destino ao Aeroporto Idlewild, em Nova York. A bordo estavam 64 passageiros e cinco tripulantes.
Por volta das 12h15, os dois motores do lado direito falharam em sequência. Isso forçou o comandante a tentar um pouso de emergência no oceano, que aconteceu cerca de 12h20.
Todos sobreviveram ao impacto inicial da queda no mar, mas o pânico tomou conta da cabine. Não havia procedimentos claros de evacuação de emergência e a água inundou e afundou o avião em cerca de minutos.
Ao final, 52 pessoas morreram e somente 17 conseguiram ser resgatadas. Os destroços do avião ficaram desaparecidos por 74 anos.
Destroços perdidos no oceano
Desde 2019, uma equipe da Air/Sea Heritage Foundation, em parceria com o programa Expedition Unknown, do Discovery Channel, e a empresa Deep Sea Vision; buscam os restos da aeronave. Elas usaram drones subaquáticos e, somente sete anos depois, confirmou-se a localização do avião.
Os destroços estão a cerca de 600 metros de profundidade, no leito do Atlântico próximo à costa de Porto Rico. A fuselagem foi encontrada partida em duas seções principais, mas em grande parte intacta e preservada.
Fotos do local mostram o logotipo alado da Pan American ainda visível na estrutura de alumínio.
O que mudou na aviação depois do acidente
Hoje em dia, um procedimento padrão na aviação é que os comissários orientem os passageiros antes do início do voo sobre saídas de emergência, uso de coletes salva-vidas e equipamentos de flutuação. Essa prática só ganhou força após o acidente com o DC-4. Os treinamentos obrigatórios de tripulação para pousos na água também foram implementados no dia a dia a partir disso.






