Novo telescópoio da NASA vai explorar exoplanetas e energia escura no espaço

Lançamento do Nancy Grace Roman foi antecipado para setembro deste ano

Novo telescópio da Nasa

Novo telescópio da Nasa | NASA/ Sydney Rohde

A NASA anunciou que o lançamento do telescópio espacial Nancy Grace Roman foi antecipado para o início de setembro de 2026. O cronograma anterior previa o voo para até maio de 2027.

Continua após a publicidade

O anúncio foi realizado pelo administrador da agência, Jared Isaacman, durante coletiva de imprensa no Centro de Voos Espaciais Goddard. A aceleração do projeto é atribuída à integração entre setor público e privado.

O telescópio será lançado a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O objetivo da missão é realizar um mapeamento profundo e vasto do universo visível.

Capacidade tecnológica sem precedentes

O Roman combina um amplo campo de visão com uma visão infravermelha nítida, permitindo observar grandes áreas do céu simultaneamente. Essa tecnologia supera as capacidades de observatórios espaciais anteriores.

Continua após a publicidade

A missão foi desenhada com foco em três pilares principais: a energia escura, a matéria escura e a busca por exoplanetas. Contudo, seu potencial de observação abre portas para diversas áreas da astronomia.

Cientistas esperam que o telescópio ofereça oportunidades ilimitadas para explorar fenômenos cósmicos. A precisão do equipamento permitirá identificar detalhes que até então eram invisíveis aos telescópios atuais.

Planeta Terra visto do espaçoTripulantes da Artemis II tiraram foto do planeta Terra no espaço

Estudo de exoplanetas e galáxias

Ao final de sua missão primária de cinco anos, o telescópio Roman terá acumulado um arquivo de dados de 20.000 terabytes. Esse volume de informação será fundamental para pesquisas futuras de longo prazo.

Continua após a publicidade

A expectativa é que os cientistas consigam identificar e estudar cerca de 100.000 exoplanetas. Além disso, o projeto pretende mapear centenas de milhões de galáxias e bilhões de estrelas em nossa vizinhança cósmica.

O arquivo permitirá ainda o estudo de objetos e fenômenos raros. Alguns desses eventos nunca foram testemunhados por astrônomos, o que pode redefinir o entendimento atual sobre a evolução do universo.