Ingredientes de cosméticos: 7 substâncias perigosas para checar no rótulo

Análise destaca ingredientes presentes com frequência em produtos de cuidados pessoais e mostra como escolher opções mais saudáveis

É preciso checar o rótulo de cosméticos e maquiagens para usar com segurança

Você é do time que não dispensa tendências de beleza? Embora as novidades de skincare e maquiagem pareçam irresistíveis, sua rotina de cuidados com a pele exige atenção. Antes de se jogar no próximo produto viral, você precisa conhecer alguns cuidados indispensáveis para evitar danos à saúde do seu rosto.

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Após análise de seu banco de dados, a Yuka, um aplicativo que escaneia códigos de barras de alimentos, cosméticos e produtos de cuidados pessoais para avaliar seu impacto na saúde, identificou as categorias de ingredientes cosméticos mais frequentemente classificados como de alto risco.

A pesquisa reúne algumas das substâncias encontradas em produtos de uso cotidiano, como hidratantes, shampoos, maquiagens, protetores solares e desodorantes. A avaliação desses ingredientes ajuda a entender por que determinadas substâncias são utilizadas nas formulações e quais são as preocupações apontadas por estudos científicos e órgãos reguladores.

Ingredientes que mais preocupam em cosméticos

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Entre os ingredientes que a Yuka classifica com frequência como de risco estão:

Parabenos, suspeitos de interferir no sistema hormonal. O butilparabeno é classificado como disruptor endócrino na União Europeia, com efeitos documentados sobre hormônios, fertilidade e desenvolvimento fetal.

Antioxidantes BHA e BHT, também associados a alterações hormonais. O BHA é classificado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) como possível carcinógeno.

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Silicones cíclicos. O D4 é um possível disruptor endócrino, com efeitos sobre o sistema reprodutivo feminino.

Conservantes alergênicos, como a metilisotiazolinona, um potente agente alergênico que irrita a pele, os olhos e as vias respiratórias.

Filtros UV, como benzofenona-3 (oxibenzona) e octocrileno, são considerados possíveis disruptores hormonais e também associados a impactos sobre os recifes de coral.

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Sais de alumínio em antitranspirantes, utilizados diariamente e associados a possíveis efeitos reprodutivos e neurológicos, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Substâncias PFAS, como PTFE e perfluorodecalina, associadas a alterações no sistema imunológico, redução da fertilidade e diferentes tipos de câncer, além de apresentarem alta persistência no meio ambiente.

Tanto para alimentos quanto para cosméticos, o app utiliza a mesma escala de cores: verde, sem risco identificado; amarelo, risco limitado; laranja, risco moderado; e vermelho, alto risco. Um ingrediente só recebe a classificação vermelha quando há evidências científicas sólidas de um efeito grave sobre a saúde e quando o nível de exposição é de fato preocupante, e não apenas por precaução.

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Alternativas mais saudáveis

Quando um produto recebe uma avaliação baixa, o aplicativo sugere alternativas com melhor classificação dentro da mesma categoria. Para alimentos, são produtos sem aditivos controversos e/ou com melhor perfil nutricional, como menor quantidade de açúcar ou sal e maior teor de proteínas ou fibras. Para cosméticos, são produtos formulados sem ingredientes classificados como potencialmente de risco.

Ao traduzir listas complexas de ingredientes em avaliações claras e independentes, a Yuka busca reduzir a distância entre o que os rótulos informam e o que os produtos realmente contêm. O objetivo é ajudar consumidores a identificar com mais facilidade as opções mais seguras dentro de cada categoria.